Desastres causaram prejuízo de R$ 3,7 bilhões ao Acre entre 2013 e 2025

Levantamento detalha o impacto financeiro devastador de enchentes e secas extremas na economia e infraestrutura do Acre ao longo de 12 anos.
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Governo Lula libera quase R$ 600 mil para cidade do Acre após desastres ambientais/Foto: Reprodução

O impacto das mudanças climáticas e dos eventos extremos na Amazônia não se restringe aos danos ambientais, mas corrói severamente as finanças públicas e privadas. Dados consolidados divulgados nesta segunda-feira (25 de maio de 2026) revelam que, no período compreendido entre 2013 e 2025, os desastres naturais causaram um prejuízo acumulado de R$ 3,7 bilhões ao estado do Acre. O balanço contabiliza os efeitos devastadores de grandes enchentes, enxurradas urbanas e secas severas que castigaram a região.


Infraestrutura e Agropecuária Sofrem o Maior Impacto

De acordo com o levantamento técnico, o setor de infraestrutura pública (reconstrução de pontes, recuperação de estradas, ramais e bueiros) e a agropecuária de subsistência e comercial foram as áreas mais afetadas economicamente. Cidades historicamente vulneráveis ao longo das bacias dos rios Acre e Juruá — como Brasiléia, Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul — lideram as notificações de perdas materiais. O relatório aponta que o custo para remediar os efeitos dos desastres sufoca a capacidade de investimento do estado a longo prazo.

Dimensão do Impacto (2013-2025) Montante / Detalhe Principais Eventos Conversores
Prejuízo Total Acumulado R$ 3,7 Bilhões Grandes cheias históricas e secas extremas.
Setores Mais Atingidos Infraestrutura e Agro Destruição de lavouras e estradas de escoamento.
Reflexo Orçamentário Dependência de Verbas Federais Verbas de Defesa Civil para reconstrução rápida.

O rombo bilionário provocado pelo clima ajuda a compreender os gargalos estruturais crônicos que o Acre enfrenta na atualidade. A perda constante de patrimônio e infraestrutura conecta-se diretamente com o fato de o Acre figurar na última posição do ranking nacional de saneamento básico do Confea, já que os sistemas de esgoto e captação de água são ciclicamente destruídos pelas cheias. Essa instabilidade também impacta o campo, ameaçando setores em plena expansão técnica, como a promissora safra de 6,9 mil toneladas de café clonal prevista para 2026, e sobrecarrega a rede social em um momento em que mais de 12 mil pessoas amargam a fila de espera do Bolsa Família.

Link de Fonte: ac24horas

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