A dengue continua sendo um dos principais desafios para a saúde pública no Acre. Dados do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até o dia 18 de fevereiro, apontam que o estado já contabiliza 924 casos prováveis da doença em 2026. Apesar do alto número de notificações, não há registro de mortes nem óbitos em investigação, mantendo a taxa de letalidade zerada até o momento. No entanto, o volume de casos acende um alerta para a intensa circulação do vírus, especialmente entre a população jovem e adulta.
Incidência e ranking nacional
Com um coeficiente de incidência de 104,5 casos por 100 mil habitantes, o Acre figura entre os três estados brasileiros com a maior circulação da dengue, atrás apenas de Tocantins e Goiás. O número contrasta com a média nacional, que é de 44,9 casos por 100 mil habitantes, e reforça a necessidade de medidas intensificadas de combate ao mosquito Aedes aegypti, que se prolifera especialmente em períodos de chuva e calor.
Perfil das vítimas
Os dados do Ministério da Saúde detalham o perfil da população mais afetada pela dengue no Acre. A faixa etária com maior número de casos é a de 20 a 29 anos, que soma 183 registros (96 homens e 87 mulheres). Em seguida, aparecem os grupos de 30 a 39 anos (122 casos) e 40 a 49 anos (124 casos). Crianças e adolescentes também são atingidos: a faixa de 10 a 14 anos tem 96 casos, e crianças de 5 a 9 anos somam 59 ocorrências. Nos extremos, idosos com 80 anos ou mais somam 17 casos, e bebês com menos de um ano, 19. Homens são a maioria entre os pacientes, representando 54% do total, contra 46% de mulheres. Em relação à raça/cor, a grande maioria das vítimas se declara parda (88,9%), seguida por brancos (5,8%), pretos (1,3%), indígenas (0,6%) e amarelos (0,5%).
Situação no Brasil
Em todo o país, o Brasil já soma 95.809 casos prováveis de dengue em 2026, com 18 mortes confirmadas e 115 óbitos ainda em investigação. Apesar de o Acre não registrar mortes pela doença neste ano, especialistas alertam que o aumento de casos pode elevar o risco de formas graves, principalmente se houver atraso no diagnóstico ou na busca por atendimento médico. A prevenção, com a eliminação de focos de água parada, continua sendo a principal arma contra a dengue.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







