Soldados do Exército sul-coreano observam o lado da Coreia do Norte, em foto de 16 de setembro de 2026 — Foto: Ahn Young-joon/AP
As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que a Coreia do Norte efetuou o disparo de múltiplos mísseis balísticos em direção ao Mar do Leste (também conhecido como Mar do Japão) na manhã de segunda-feira (12), pelo horário local — noite de domingo (11) pelo horário de Brasília.
De acordo com o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, os projéteis foram lançados por volta das 9h20 (21h20 de Brasília) a partir da área de Pyongyang. Inicialmente, as autoridades militares de Seul haviam reportado a detecção de apenas uma arma, mas confirmaram em seguida a presença de múltiplos mísseis balísticos no percurso.
“Nossos militares reforçaram a vigilância e o monitoramento diante da possibilidade de lançamentos adicionais”, informou a representação militar sul-coreana em nota.
O Ministério da Defesa do Japão também registrou a movimentação e indicou ter identificado ao menos dois lançamentos. De acordo com a avaliação preliminar das autoridades de Tóquio, os artefatos caíram no mar, fora da zona econômica exclusiva (ZEE) japonesa.
A nova demonstração de força promovida pelo regime de Kim Jong-un ocorre três dias após a Coreia do Sul realizar, na sexta-feira (10), o primeiro teste em voo de sua arma hipersônica, projetada para atingir velocidades pelo menos cinco vezes superiores à do som e desviar de sistemas de interceptação. O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, classificou o ensaio como um passo relevante para a defesa convencional do país.
Pyongyang, por sua vez, tem mantido rotina de testes militares e ampliação do arsenal nuclear. Em 3 de outubro, o governo norte-coreano anunciou o teste de um míssil hipersônico de alcance intermediário. Além dos disparos, o país realizou exercícios com munição real e incorporou uma nova embarcação de guerra à sua frota naval.
O cenário na Península Coreana registrou nova deterioração após três soldados sul-coreanos ficarem feridos pela explosão de minas terrestres na Zona Desmilitarizada no mês passado. Perícias conduzidas pelas forças sul-coreanas e pelo Comando das Nações Unidas apontaram que os artefatos foram posicionados por militares do Norte. O governo de Pyongyang nega o envolvimento no episódio.
Com informações da ContilNet







