A investigação em torno do colapso estrutural que interrompeu a ligação viária no interior ganhou um forte componente de resgate histórico e auditoria de contratos antigos. Conforme levantamento de dados técnicos e acervos licitatórios consolidado nesta sexta-feira (12 de junho de 2026), a Construtora Cidade, empresa responsável pela obra da Ponte Frei Paolino que desabou em Sena Madureira, executou outras sete grandes obras de infraestrutura durante os governos do PT no Acre. Os registros revelam o longo trânsito da empreiteira no estado.
Histórico de Engenharia: De Grandes Travessias ao Ralo da Investigação Atual
De acordo com os arquivos do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), a empreiteira de grande porte assinou contratos milionários ao longo de gestões passadas, sendo responsável por erguer complexos viários, passarelas e pontes estruturais de concreto armado que interligam municípios do interior e bairros da capital. O resgate dessas informações ocorre no exato momento em que a idoneidade técnica da Construtora Cidade é posta em xeque, servindo para que peritos criminais e engenheiros analisem se o Modus Operandi de construção e os materiais aplicados nas obras antigas também apresentam falhas ocultas ou fadiga prematura de material.
| Histórico Contratual da Empreiteira | Volume de Projetos Executados (Acre) | Status e Desdobramento Judicial (2026) |
|---|---|---|
| Contratos nos Governos do PT | 7 Grandes Obras de Infraestrutura | Estruturas de grande porte na capital e interior. |
| Ocorrência em Sena Madureira | Queda da Ponte Frei Paolino | Alvo de inquérito civil, criminal e bloqueio de bens. |
| Sanções em Andamento | Processo Aberto no Deracre | Risco de suspensão de licitações e multas contratuais. |
O levantamento do passado da construtora incendeia os bastidores políticos locais, empurrando o debate sobre as deficiências de infraestrutura de um estado que já amarga a 25ª colocação e a marca de ter as piores estradas do Brasil no ranking rodoviário. O descontrole técnico da engenharia se estende para as cidades, visto que o Acre segura a lanterna nacional em saneamento básico do Confea e desperdiça mais da metade da água tratada na rede, deixando de abastecer 154 mil pessoas, limitando a qualidade de vida de Rio Branco a mornos 63,44 pontos, onde os acreanos entregam mais de R$ 18 milhões em impostos por dia.
Toda essa fragilidade estrutural ocorre enquanto os preços assustam o consumidor: o Sinapi apontou que o metro quadrado da construção civil passou de R$ 2,3 mil no Acre, enquanto a alta dos alimentos e higiene elevou a cesta básica para R$ 772,91 em Rio Branco, ajudando a travar o comércio tradicional que registra **queda nas vendas em maio pela Stone** e acumula **quase 14 mil empresas negativadas na Serasa**, embora o campo dê respostas com a maior queda no desmatamento da história da Amazônia Legal, os R$ 10,22 milhões movimentados pelo microcrédito rural e o repasse de R$ 1,1 milhão da agricultura familiar para a merenda.
Link de Fonte: ac24horas







