Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto não foram pegos de surpresa com o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável à prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A avaliação nos corredores do governo é de que a manifestação era esperada diante do atual quadro de saúde do ex-mandatário e da pressão política de seus aliados.
Análise dos bastidores
Segundo assessores de Lula, o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, era previsível. Nos bastidores, eles argumentam que a concessão da prisão domiciliar pode, por um lado, atenuar os discursos de aliados de Bolsonaro sobre suposta perseguição política. Por outro lado, destacam que a medida também poderia favorecer o ex-presidente, permitindo que ele tenha mais liberdade para atuar politicamente e até organizar um comitê de campanha em sua residência. Aliados do petista ressaltam ainda que Bolsonaro teria direito a um tratamento diferenciado por ser ex-presidente.
O parecer da PGR
Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (23), o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, que garante os cuidados indispensáveis ao monitoramento integral do estado de saúde do ex-presidente”. Gonet opinou pelo deferimento do pedido, sem prejuízo de reavaliações periódicas do quadro clínico e dos cuidados de segurança necessários para a continuidade da aplicação efetiva da sanção penal.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







