Em meio a especulações sobre o paradeiro do senador Flávio Bolsonaro (PL), a Casa Rosada, sede do poder executivo argentino, negou que o ex-candidato presidencial tenha entrado no país.
Em nota oficial, o governo Javier Milei (aliado de Flávio) informou que “a Direção Nacional de Migrações não registra nenhuma entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.
“Devido à escalada midiática pela presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguaçu, as autoridades procederam a iniciar os controles correspondentes à aeronave e à tripulação. Finalmente, constatou-se que a documentação da empresa está em ordem e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro.”
Nessa madrugada, um jato privado LV-JQW, que pertence à empresa argentina Baires Fly S.A, pousou na cidade argentina de Puerto Iguazú vindo do Brasil.
Nesta manhã, o avião continua em solo argentino, esperando autorização para decolar. A informação foi confirmada ao UOL por fontes diplomáticas e está circulando na imprensa argentina nacional e da província de Misiones, na região da tríplice fronteira.
O que ninguém confirma é se dentro da aeronave está o senador Flávio Bolsonaro. Segundo o site argentino Infobae, ele teria entrado em território argentino com o objetivo de viajar para os Estados Unidos — a entrada do senador a Argentina não foi confirmada por autoridades do país.
Jornalistas que trabalham na região da tríplice fronteira estão tentando confirmar a presença de Flávio em Puerto Iguazú, mas autoridades locais não estão dando informação, e a Casa Rosada negou.
Investigações contra Flávio
Flávio Bolsonaro é investigado em dois inquéritos criminais no STF. Como senador, ele tem foro especial até fevereiro. Se tivesse sido eleito presidente, o prazo seria estendido por mais quatro anos, durante todo o mandato à frente do Executivo federal.
Um dos inquéritos se refere ao pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O valor seria usado para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio e Vorcaro são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Flávio nega irregularidades e afirma que a cinebiografia só tem dinheiro privado obtido legalmente.
O outro inquérito trata da relação do senador com seu amigo Willer Tomaz. O advogado teve o celular apreendido na investigação sobre fraudes no INSS e a análise do aparelho mostrou movimentações financeiras suspeitas. Foi nesse inquérito que Moraes ordenou a entrega do passaporte.
Com informações do ac24horas







