Google ADS

Brasil confirma casos humanos de febre do Nilo Ocidental

Compartilhar
Brasil confirma casos humanos de febre do Nilo Ocidental

Em casos mais graves, podem surgir confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões. — Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental registrados no estado. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), da Secretaria de Estado da Saúde, os casos são de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e de uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto.

A primeira paciente relatou ter viajado recentemente para a região amazônica e já está curada. A segunda permanece internada e recebe acompanhamento médico.

A confirmação dos casos levou as autoridades de saúde a reforçarem a vigilância epidemiológica para identificar os possíveis locais de infecção e orientar medidas de prevenção.

“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação”, afirmou a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini.

Segundo o Ministério da Saúde, Santa Catarina também registrou dois casos, sendo que um deles evoluiu para morte. Há ainda um caso provável no Piauí. O órgão mantém ações de vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar novos casos e possíveis áreas de transmissão.

Como ocorre a transmissão

A febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

A infecção pode não apresentar sintomas. De acordo com as autoridades de saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que geralmente são leves.

Entre os sintomas estão:

febre;
mal-estar;
falta de apetite;
náuseas e vômitos;
dor de cabeça;
dor muscular;
dor nos olhos;
manchas na pele;
aumento dos gânglios linfáticos.

Em casos mais graves, podem surgir confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões. A doença pode evoluir para quadros neurológicos, como encefalite e meningite, que exigem atendimento médico imediato e, em algumas situações, hospitalização.

Não há vacina disponível

O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais, principalmente em pessoas com sintomas compatíveis e histórico de exposição a áreas onde há circulação do vírus.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental em humanos. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação e acompanhamento médico.

Nos casos graves, pode ser necessária internação hospitalar ou em unidade de terapia intensiva (UTI), com medidas de suporte, como hidratação intravenosa e auxílio respiratório, além do tratamento das possíveis complicações.

Conteúdo Original / Fonte: Agência Brasil

Rolar para cima