A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro concedeu uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18) para atualizar seu estado de saúde. Internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira (13) com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, o paciente apresenta “melhora progressiva”, mas ainda sem previsão de deixar a unidade intensiva. Durante a entrevista, os médicos também defenderam a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
Evolução do quadro
O cardiologista Brasil Caiado detalhou a evolução clínica de Bolsonaro. “Ontem foi um dia muito temerário, [com o ex-presidente] preocupado, inapetente pelo cansaço, pela falta de ar, mas com melhora progressiva. Fizemos hoje uma tomografia computadorizada, que mostrou uma melhora parcial”. Apesar do avanço, a equipe mantém cautela. O tratamento com antibióticos ainda está no meio do ciclo, e a transferência para o quarto, quando ocorrer, dependerá da evolução dos sintomas e da segurança do paciente. O novo boletim médico, divulgado após a coletiva, reforça que não há previsão de alta da UTI neste momento.
Defesa da prisão domiciliar
Questionado sobre as condições de custódia, o médico Brasil Caiado defendeu, do ponto de vista técnico, que o ambiente familiar seria mais adequado para a recuperação de Bolsonaro. “Um ambiente mais acolhedor, com mais recursos de profissionais adequados, multidisciplinares, fisioterapia, uma equipe de apoio e enfermagem 24 horas, uma alimentação mais adequada, uma visualização de qualquer alteração precoce, sem dúvida nenhuma, que o ambiente familiar, residencial, é bem melhor. Isso é para qualquer paciente”, ressaltou. A declaração ocorre enquanto a defesa do ex-presidente aguarda a análise de um novo pedido de prisão domiciliar humanitária pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Fonte: Metrópoles
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