A gestão do transporte coletivo na capital acreana voltou a figurar no centro de uma complexa batalha jurídica e fiscal. Após o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurar um procedimento oficial para investigar supostas irregularidades e aditivos contratuais, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, quebrou o silêncio nesta semana (junho de 2026). O chefe do Executivo municipal declarou publicamente que mantém a “consciência tranquila” e assegurou que todo o processo de contratação e repasses para a empresa Ricco Transportes ocorreu dentro da mais estrita legalidade.
A Lupa do Ministério Público e a Justificativa da Prefeitura
A investigação do órgão controlador centraliza-se na lisura dos contratos emergenciais e nos subsídios tarifários injetados pelo município para manter os ônibus circulando nas linhas urbanas. Em sua defesa, Bocalom argumentou que as decisões administrativas adotadas pela prefeitura foram necessárias para evitar o colapso total do sistema de transporte e assegurar o direito de ir e vir dos moradores das periferias, após o abandono do serviço por empresas anteriores. O prefeito destacou que sua equipe jurídica e técnica está fornecendo todas as planilhas e documentos exigidos pelos promotores para sanar quaisquer dúvidas.
| Foco da Investigação do MPAC (2026) | Posicionamento de Tião Bocalom | Alegação Técnica da Gestão |
|---|---|---|
| Contrato da Ricco Transportes | “Consciência tranquila” | Disponibilização integral de documentos ao MP. |
| Subsídios e Aditivos | Garante legalidade total | Medida emergencial para evitar greves e apagão. |
| Status do Procedimento | Inquérito em andamento | Foco na transparência das tarifas cobradas. |
O embate em torno do transporte coletivo ocorre em um momento em que os custos para o cidadão comum de Rio Branco pesam severamente na renda familiar. O motorista da capital enfrenta o preço abusivo do etanol cotado a R$ 5,35 o litro nos postos de combustíveis e se esmaga sob um fisco rígido, no qual os acreanos pagam mais de R$ 18 milhões em impostos por dia. Além disso, os trabalhadores se desdobram para arcar com essas despesas, já que o Acre figura entre os estados com a maior carga horária de trabalho do país, enquanto a capital oferece uma qualidade de vida morna, avaliada em apenas 63,44 pontos, carecendo de melhorias básicas.
Link de Fonte: ac24horas







