Em um movimento que redefine o tabuleiro político das eleições de 2026 no Acre, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, anunciou oficialmente que foi barrado pelo PL e não será candidato ao governo do estado pela legenda. A confirmação veio por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais nesta terça-feira (3), no qual o chefe do executivo municipal comunica a decisão da cúpula nacional do partido e sinaliza que já negocia filiação a uma nova sigla para manter sua pré-candidatura.
A decisão da cúpula do PL
Segundo relato de Bocalom no pronunciamento, a comunicação partiu diretamente do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto. O dirigente nacional informou que, após diálogos com o senador Márcio Bittar, que preside o diretório estadual da legenda no Acre, e com o senador Rogério Marinho, a pré-candidatura do atual prefeito da capital não foi aprovada internamente. A decisão coloca fim, ao menos por enquanto, às especulações de que Bocalom poderia ser o nome do PL na sucessão estadual, abrindo caminho para que o partido busque um novo arranjo ou um nome de consenso para a majoritária.
Reação do prefeito: frustração e serenidade
No vídeo, o prefeito de Rio Branco fez questão de expressar seus sentimentos de forma transparente. “Recebo essa decisão com serenidade, mas também com tristeza. Todos conhecem minha trajetória e sabem que sou homem de direita por convicção e por história”, declarou Bocalom. Ao relembrar sua trajetória partidária, que inclui passagens pela extinta Arena e pelo PDS, o gestor buscou reforçar sua coerência ideológica, afirmando que sua carreira pública foi construída sobre princípios alinhados à direita, os quais, segundo ele, são amplamente conhecidos pela população acreana. A postura, ao mesmo tempo respeitosa com a decisão partidária e firme em seus propósitos, busca preservar sua base de apoio enquanto negocia sua migração.
Os próximos passos: negociações com novas siglas
Apesar do revés imposto pela executiva nacional do PL, Tião Bocalom foi enfático ao afirmar que seu nome permanece à disposição para disputar o Palácio Rio Branco. “A política é feita de caminhos, diálogos e decisões partidárias. Respeito a posição tomada, mas sigo firme no propósito de servir ao nosso Estado. Já estamos conversando com outras siglas para viabilizar nossa candidatura ao Governo”, adiantou o prefeito. Nos bastidores da política acreana, especula-se que Bocalom possa buscar abrigo em partidos como Progressistas (PP), Republicanos ou até mesmo o União Brasil, legendas que têm demonstrado interesse em compor chapas competitivas e que possuem diretórios fortes no estado. A janela partidária, que se aproxima, será um período crucial para essas negociações.
Impacto no cenário eleitoral de 2026
O anúncio de que Bocalom foi barrado pelo PL para a disputa ao governo gera um efeito dominó imediato na sucessão estadual. O prefeito de Rio Branco é detentor de uma expressiva votação na capital e em regiões adjacentes, o que o tornava um nome forte para compor uma chapa majoritária. Sua saída do páreo, caso não se concretize em uma nova filiação, poderia fortalecer outros pré-candidatos, tanto da situação quanto da oposição. Para o PL, a decisão de preteri-lo, possivelmente em favor de um nome que una as forças do senador Márcio Bittar e do ex-ministro Rogério Marinho, sinaliza uma estratégia de construir uma candidatura única no campo da direita, evitando fragmentações. Resta saber se essa estratégia se consolidará ou se o movimento de Bocalom em busca de outra legenda criará uma nova frente na disputa.
Ao final da mensagem, Bocalom procurou tranquilizar seus eleitores e aliados quanto à sua atuação imediata: “O compromisso com o nosso povo permanece inabalável. O trabalho continua à frente da prefeitura. Vamos em frente”, concluiu, deixando claro que, independentemente do desfecho partidário, seguirá exercendo seu mandato e projetando seu futuro político.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







