Acre Atual

Bittar e Petecão assinam PEC acusada de abrir caminho para o fim da CLT

Senadores do Acre apoiam Proposta de Emenda à Constituição que flexibiliza regras trabalhistas e gera forte reação de sindicatos.
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PETECA-E-BITTAR
Foto: Internet

O posicionamento dos representantes do Acre no Congresso Nacional voltou a colocar o estado no centro de uma das maiores polêmicas jurídicas e sociais do país. Conforme registros legislativos consolidados nesta segunda-feira (1º de junho de 2026), os senadores acreanos Márcio Bittar e Sérgio Petecão assinaram o apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) acusada por juristas e entidades sindicais de abrir caminho para o fim da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).


Modernização das Regras Econômicas ou Desmonte de Direitos?

A proposta, que começou a tramitar no Senado Federal com a assinatura dos parlamentares do Acre, foca na desregulamentação de contratos de trabalho e na prevalência irrestrita do negociado sobre o legislado para contratações de livre mercado. Defensores do texto, incluindo Bittar, argumentam que o modelo atual da CLT é arcaico e asfixia a livre iniciativa, impedindo a geração de empregos em massa. Por outro lado, frentes jurídicas e de defesa do trabalhador apontam que a PEC fragiliza de forma severa as garantias básicas de férias, décimo terceiro e FGTS, promovendo a precarização das relações trabalhistas.

Senadores do AC (Apoio à PEC) Argumento de Defesa Político Crítica das Entidades Sociais
Márcio Bittar & Sérgio Petecão Modernização e estímulo ao emprego. Risco de desmonte e fim das garantias da CLT.
Foco do Texto Principal Prevalência do acordo direto Enfraquecimento da Justiça do Trabalho.
Status no Senado Coleta de assinaturas inicial Pressão de movimentos nas redes sociais.

A postura dos dois senadores expõe um racha ideológico profundo em relação à bancada da Câmara, onde dias atrás todos os deputados federais do Acre votaram a favor da PEC do fim da escala 6×1, uma medida amplamente celebrada pela classe trabalhadora urbana. O debate sobre a desregulamentação da CLT chega em um cenário onde a vulnerabilidade social dos acreanos é crônica, com o estado amargando um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e registrando mais de 12 mil pessoas na fila do Bolsa Família. Alterar leis de proteção laboral pode afetar diretamente quem luta para sobreviver na informalidade das periferias de Rio Branco e do interior.

Link de Fonte: ac24horas

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