O monitoramento dos índices de criminalidade trouxe um dado de alento para a rede de proteção social e segurança pública do estado. Conforme dados do **Atlas da Violência**, divulgados nesta semana (26 de maio de 2026), o **Acre registrou uma queda de 33% nos assassinatos de mulheres**. O levantamento, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), reflete a consolidação de políticas de enfrentamento à violência de gênero.
Fortalecimento da Rede de Proteção e Patrulhas
Especialistas na área de segurança apontam que o recuo expressivo de 33% nas mortes violentas de mulheres é resultado direto do fortalecimento de mecanismos de acolhimento e fiscalização na capital, Rio Branco, e no interior. A expansão da Patrulha Maria da Penha, a celeridade na concessão de medidas protetivas de urgência pelo Poder Judiciário e a criação de canais integrados de denúncia ajudaram a sufocar a escalada de agressões antes que evoluíssem para crimes letais, embora as autoridades alertem que o patamar absoluto de tentativas e agressões domésticas ainda exija vigilância total.
| Indicador de Violência de Gênero | Variação Registrada (Atlas) | Fator de Impacto Social |
|---|---|---|
| Assassinatos de Mulheres | Queda de 33% | Aumento na eficácia de medidas protetivas. |
| Evolução Geral da Segurança | 13º Lugar Nacional | Melhora gradual nos índices de criminalidade. |
| Foco Governamental | Interiorização da Rede | Levar Delegacias da Mulher aos municípios isolados. |
Apesar da melhora acentuada na segurança das mulheres, a realidade social do estado ainda esbarra em severas contradições estruturais. O recuo dos crimes letais ocorre em um cenário onde o **Acre foi apontado com um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país**, com sérios gargalos na geração de renda própria para o público feminino. A vulnerabilidade econômica das famílias segue alarmante, mantendo **mais de 12 mil pessoas travadas na fila de espera do Bolsa Família**, enquanto a precariedade das cidades é escancarada pelo relatório do Confea que colocou o **Acre na última posição em saneamento básico no Brasil**, afetando diretamente a dignidade e a saúde das moradoras das periferias.
Link de Fonte: ac24horas / Ipea Fórum Segurança







