Mais de dois anos após o crime que chocou a capital acreana, a Justiça deu um passo crucial para que os responsáveis pela chacina do bairro Taquari sejam julgados. A sentença de pronúncia, divulgada nesta terça-feira (10), determinou que quatro dos cinco denunciados pelo massacre que vitimou seis pessoas em novembro de 2023 irão a júri popular. A decisão reconhece a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, mas ainda cabe recurso, e a data do julgamento não foi marcada.
O crime e a motivação
A chacina ocorreu no dia 23 de novembro de 2023 e teve como palco uma casa no bairro Taquari. Na ocasião, seis homens foram executados a tiros. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), o massacre foi motivado por uma disputa violenta entre facções criminosas pelo controle da região. As investigações apontam que integrantes do Comando Vermelho (CV) tentavam tomar o território, historicamente dominado pelo grupo Bonde dos 13. As vítimas fatais foram Luan dos Santos de Oliveira, Tailan Dias da Silva, Sebastião Ítalo Nascimento de Carvalho, Tiago Rodrigues da Silva, Adegilson Ferreira da Silva e Valdei das Graças Batista dos Santos.
Os acusados que irão a júri
A sentença de pronúncia da Justiça levou a júri popular quatro acusados. Davidesson da Silva Oliveira, o “Escopetinha”, apontado como integrante do CV, é acusado de atrair algumas das vítimas ao local com a promessa de moradia. Ele responderá por dois homicídios e por organização criminosa. Também serão julgados Tony da Costa Matos, José Weverton Nascimento da Rosa (o “Raridade”) e Denilson Araújo da Silva (o “Jabá”), todos ligados ao Bonde dos 13. Tony foi preso com uma escopeta calibre 12, arma similar à usada no crime, e é acusado de destruir o HD com as imagens das câmeras de segurança. Weverton teria participado do confronto e foi achado ferido perto do local. Denilson foi detido com outra escopeta e apresentava ferimentos compatíveis com tiros. Todos os três respondem pelos seis homicídios e por organização criminosa.
O quinto acusado
O quinto denunciado, Ronivaldo da Silva Gomes, conhecido como “Roni”, teve seu processo desmembrado por estar foragido. Segundo o MPAC, ele também participou do confronto e atualmente integra a lista dos 214 foragidos mais procurados do país. A decisão de levar os acusados a júri popular representa um avanço significativo no caso, trazendo a esperança de que a Justiça seja feita para as vítimas e suas famílias, que aguardam por respostas há mais de dois anos.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







