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Adicional pago a juízes do Acre vira exemplo em debate no STF sobre supersalários e “penduricalhos”

Benefício de 40% a magistrados estaduais por terem curso superior, suspenso pelo STF em 2019, é lembrado em julgamento que discute o acúmulo de verbas que furam o teto do funcionalismo.
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Imagem: Internet
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O debate nacional sobre os chamados “penduricalhos” que inflam os salários de servidores públicos ganhou um exemplo emblemático vindo do Acre. Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) realizado nesta quarta-feira (25), que deve confirmar a suspensão de diversas verbas que elevam a remuneração além do teto constitucional, ministros relembraram o caso do adicional de 40% pago a juízes estaduais acreanos. O benefício, que era concedido simplesmente pelo fato de os magistrados possuírem curso superior (um requisito básico para o cargo), tornou-se um símbolo das distorções salariais e fez com que o adicional de juízes do Acre fosse citado como um dos casos mais gritantes.

O Histórico da Vantagem no Acre

O adicional em questão foi suspenso pelo próprio STF em 2019, sob o entendimento de que a vantagem não poderia ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo, que equivale ao subsídio dos ministros da Suprema Corte. Na prática, o benefício, pago a juízes do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), era classificado como uma verba indenizatória, mas tinha o efeito de aumentar os salários além do limite permitido, configurando o que hoje se debate como “supersalários”. O caso voltou à tona agora porque ilustra perfeitamente o problema que a Corte busca resolver de forma definitiva.

O Julgamento Atual e seus Efeitos

No julgamento em andamento, o STF analisa uma decisão liminar (provisória) do ministro Flávio Dino, que suspendeu o pagamento de valores acima do teto para servidores de todo o país e também proibiu a criação de novas vantagens que resultem em supersalários. A menção ao caso acreano pelos ministros serve para escancarar a necessidade de se coibir a multiplicação de verbas que, embora rotuladas como indenizatórias, servem apenas para furar o limite constitucional de gastos com pessoal.

A expectativa é de que a decisão final do STF estabeleça regras mais claras e rígidas sobre o que pode ou não ser pago acima do teto, impactando diretamente os cofres públicos de estados e municípios. O fato de o adicional de juízes do Acre ter sido utilizado como paradigma na mais alta corte do país evidencia a gravidade das distorções e a importância de se padronizar o entendimento sobre o que é um salário compatível com a Constituição, evitando que vantagens pessoais e penduricalhos continuem a pressionar o orçamento público e a gerar desigualdades.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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