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Acrelândia e Plácido de Castro recebem núcleos do programa Bem-Me-Quer de acolhimento humanizado

Polícia Civil expande projeto de atendimento a vítimas de violência doméstica para mais dois municípios. Iniciativa oferece salas planejadas e policiais treinados para acolhimento empático. Programa já é referência nacional e foi premiado pelo CNJ.
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Polícia Comunidade
Foto: Internet

A rede de proteção às vítimas de violência doméstica no Acre acaba de ganhar dois importantes reforços no interior do estado. Nesta sexta-feira (27), a Polícia Civil do Acre (PCAC) entregou novos núcleos do programa Bem-Me-Quer nos municípios de Acrelândia e Plácido de Castro. A iniciativa, que oferece um atendimento humanizado e diferenciado, chega a cidades que não possuem Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). A expansão confirma que Acrelândia e Plácido de Castro recebem núcleos do Bem-Me-Quer para fortalecer a luta contra a violência.

O que é o Programa Bem-Me-Quer

Idealizado em 2021 pela delegada Mariana Gomes, o Bem-Me-Quer vai muito além de uma simples sala de atendimento. O projeto consiste em espaços planejados com cores suaves, mobília adequada e uma organização pensada para que a vítima não se sinta em um ambiente hostil ou intimidador, como uma delegacia tradicional. Além da estrutura física, policiais civis que atuam nos núcleos passam por um treinamento especializado para garantir um atendimento mais empático, paciente e tecnicamente preparado, respeitando a sensibilidade de cada caso.

Em Acrelândia, a delegada Jade Dene celebrou a chegada do projeto. “O número de casos envolvendo violência familiar e contra a mulher é significativo em nossa região. Agora, com o núcleo Bem-Me-Quer, esses atendimentos serão otimizados, proporcionando às vítimas um espaço mais adequado, reservado e humanizado, além de reforçar a confiança no trabalho da Polícia Civil”, afirmou.

Expansão e Reconhecimento Nacional

Em Plácido de Castro, o delegado Leandro Lucas Barreto ressaltou o impacto positivo. “A chegada do Bem-Me-Quer representa um avanço histórico para o município. Estamos estruturando não apenas um espaço físico diferenciado, mas fortalecendo uma cultura institucional de acolhimento, respeito e sensibilidade no atendimento às vítimas”, pontuou.

Com as novas entregas, o programa, coordenado pela delegada Juliana de Angelis, está agora implantado em nove cidades acreanas. O sucesso do projeto é tamanho que ele já recebeu diversos reconhecimentos nacionais, incluindo certificado no 1º Concurso de Boas Práticas em Prol das Mulheres Brasileiras (ABMCJ), o Prêmio Juíza Viviane Vieira do Amaral, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e segue concorrendo no Prêmio Innovare. A expansão é mais um passo para que o acolhimento humanizado chegue a todas as regiões do estado, garantindo dignidade e proteção às vítimas de violência.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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