A disparidade econômica entre as regiões brasileiras voltou a ser escancarada por novos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Divulgado nesta sexta-feira (27), o levantamento da PNAD Contínua sobre a renda domiciliar per capita de 2025 confirma um cenário desafiador para o Acre. Os números mostram que o Acre tem uma das menores rendas do país em 2025, ocupando a vice-lanterna no ranking nacional.
Os Números da Renda no Acre e no Brasil
De acordo com a pesquisa, o rendimento médio mensal por pessoa no Acre foi de R$ 1.392 em 2025. Esse valor representa menos da metade da média nacional, que ficou em R$ 2.316. O indicador considera a soma dos rendimentos brutos de todos os moradores do domicílio (incluindo salários, trabalho informal, aposentadorias e pensões) dividida pelo número de pessoas que ali residem.
No ranking das unidades da federação, o Acre aparece com o segundo pior índice, à frente apenas do Maranhão, que registrou a menor renda do país (R$ 1.219). O estado acreano está em um patamar muito próximo do Ceará (R$ 1.390) e abaixo do Pará (R$ 1.420). Na outra ponta da tabela, o Distrito Federal lidera com uma renda per capita de R$ 4.538, mais que o triplo do valor acreano, ilustrando o profundo abismo social e econômico entre as regiões.
Impactos Econômicos e o FPE
O baixo rendimento da população, que coloca o Acre com uma das menores rendas do país em 2025, tem efeitos diretos na vida das famílias e também nas finanças do estado. Isso ocorre porque o Tribunal de Contas da União (TCU) utiliza justamente o inverso da renda per capita como um dos critérios para calcular as cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Na prática, a legislação vigente estabelece que estados com menor rendimento médio, como o Acre, recebem uma participação proporcionalmente maior no rateio dos recursos federais, como forma de compensar as desigualdades. No entanto, mesmo com esse mecanismo compensatório, os dados do IBGE evidenciam os enormes desafios estruturais que a economia acreana enfrenta para gerar emprego, renda e oportunidades para sua população, reforçando a necessidade de políticas públicas focadas no desenvolvimento sustentável e na redução das desigualdades regionais.
Fonte: Ac24horas
Redigido por Acre Atual







