Dados divulgados pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC) escancaram um cenário de violência sexual alarmante no estado. Nos dois primeiros meses de 2026, janeiro e fevereiro, foram registrados 152 casos de estupro e estupro de vulnerável. A estatística mais preocupante é que a maioria absoluta dessas ocorrências, 111 no total, é classificada como estupro de vulnerável, crime que envolve vítimas com menos de 14 anos, que não têm condições de consentir ou compreender o ato. Os outros 41 casos foram registrados como estupro sem a qualificadora de vulnerabilidade.
Distribuição e comparação
A capital, Rio Branco, é a região que concentra o maior número de registros, com 81 casos, o que representa mais da metade de todas as ocorrências do estado. Em seguida, aparecem Tarauacá, com 14 casos, Cruzeiro do Sul, com 10, e Feijó, com 8 ocorrências. Apesar da gravidade dos números, o levantamento do MPAC aponta uma queda de 13,64% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 176 ocorrências desse tipo de crime no Acre. A redução, no entanto, não diminui a urgência do problema e a necessidade de políticas públicas robustas de prevenção, acolhimento e punição para os agressores, especialmente quando se considera o alto número de crianças e adolescentes entre as vítimas.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







