Uma importante articulação orçamentária no plano federal promete levar dignidade, saúde básica e segurança hídrica para as comunidades tradicionais que habitam as regiões mais isoladas da floresta. Conforme diretrizes ministeriais e planos de trabalho consolidados nesta segunda-feira (15 de junho de 2026), o Estado do Acre está habilitado para receber um repasse superior a R$ 78 milhões destinados à ampliação do acesso à água potável em terras indígenas. A verba é vinculada a programas de saneamento básico rural e saúde indígena da União.
Sistemas de Captação, Tratamento e Combate a Doenças de Veiculação Hídrica
De acordo com os relatórios técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o montante de R$ 78 milhões será aplicado na instalação de poços artesianos profundos, sistemas de captação de água da chuva, pequenas redes de distribuição comunitária e estações simplificadas de tratamento de água dentro das aldeias. O objetivo central da medida é reduzir os índices alarmantes de mortalidade infantil e infecções gastrointestinais causadas pelo consumo de água crua e contaminada dos rios, garantindo a subsistência e a permanência dos povos originários em seus territórios tradicionais com qualidade de vida.
| Escopo do Investimento Hídrico | Volume Financeiro Previsto (2026) | Meta Sanitária nas Comunidades |
|---|---|---|
| Água em Terras Indígenas | Mais de R$ 78 milhões | Implantar poços e redes de distribuição simplificadas. |
| Órgãos Envolvidos | Funasa, Sesai e Ministério da Saúde | Erradicar surtos de diarreia e desidratação infantil. |
| Fator Logístico | Acesso por ramais e rios | Fixar o homem na floresta com segurança sanitária. |
O possível envio de R$ 78 milhões para o saneamento indígena escancara um contraste vergonhoso com a infraestrutura das nossas cidades, visto que o Acre segura a lanterna nacional em saneamento básico do Confea e, por negligência na rede urbana, desperdiça mais da metade de toda a água tratada na rede, deixando de abastecer 154 mil pessoas, limitando a qualidade de vida de Rio Branco a mornos 63,44 pontos, num estado marcado por um dos piores IDH do país. O bolso do cidadão sofre com o custo de vida elevado, onde a cesta básica disparou para R$ 772,91 na capital, o metro quadrado da construção civil passou de R$ 2,3 mil e o etanol custa R$ 5,35 o litro nos postos, obrigando o trabalhador a cumprir as maiores cargas horárias de trabalho do país de sol a sol, entregando mais de R$ 18 milhões em impostos por dia para os cofres públicos.
Link de Fonte: ac24horas







