O aumento de SRAG no Acre colocou o estado em nível de alerta, segundo o mais recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o levantamento, o Acre está entre os estados brasileiros com atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificada como alerta, risco ou alto risco, considerando a Semana Epidemiológica 10, entre os dias 8 e 14 de março.
Cenário preocupa antes do período crítico
O dado chama atenção porque o aumento dos casos ocorre antes mesmo do período de maior circulação de vírus respiratórios, que normalmente acontece durante o outono e o inverno.
Segundo a Fiocruz, há crescimento na tendência de longo prazo dos casos, indicando avanço gradual da doença em diversas regiões do país, incluindo o Acre.
Influenza A impulsiona aumento de casos
Entre os principais responsáveis pelo aumento de SRAG no Acre, a influenza A tem ganhado destaque, com crescimento na participação entre os casos positivos nas últimas semanas.
Em nível nacional, a circulação desse vírus vem aumentando antes do esperado, o que acende um alerta para autoridades de saúde.
Crianças pequenas são as mais afetadas
O boletim também aponta que o vírus sincicial respiratório (VSR) tem impacto significativo em crianças menores de dois anos, grupo considerado mais vulnerável aos casos graves.
Além disso, o rinovírus aparece como principal causa de hospitalizações entre crianças e adolescentes, ampliando a pressão sobre o sistema de saúde.
Adultos e idosos também estão em risco
Entre jovens, adultos e idosos, a influenza A é a principal responsável pelos quadros graves da doença.
Já a Covid-19 segue presente, mas com menor impacto em comparação com anos anteriores, concentrando-se principalmente em regiões do Sudeste.
Mais de 20 mil casos já foram registrados no país
Em todo o Brasil, o cenário indica crescimento dos casos de SRAG tanto no curto quanto no longo prazo.
Em 2026, já foram registrados mais de 20 mil casos da síndrome, sendo que cerca de 37% tiveram confirmação para algum vírus respiratório.
Distribuição dos vírus mostra mudança no cenário
Entre os casos positivos no país, o rinovírus lidera com cerca de 41,9%, seguido pela influenza A (21,8%), Covid-19 (14,7%) e vírus sincicial respiratório (13,4%).
Nas últimas semanas, a influenza A aumentou sua participação, o que reforça a preocupação com a proximidade do período sazonal mais crítico.
Vacinação é principal forma de prevenção
Diante do avanço dos casos, especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar quadros graves e óbitos.
A campanha nacional contra a influenza está prevista para começar no fim de março, com foco nos grupos prioritários.
Fiocruz recomenda medidas preventivas
Além da vacinação, medidas como uso de máscara em ambientes fechados, higienização das mãos e evitar contato em caso de sintomas gripais são recomendadas.
Essas ações ajudam a reduzir a transmissão dos vírus respiratórios e a proteger grupos mais vulneráveis.
Sistema de saúde deve ficar em alerta
O aumento de SRAG no Acre também serve como sinal de alerta para o sistema de saúde, que pode enfrentar aumento na demanda por atendimentos e internações.
Com isso, autoridades devem monitorar a evolução dos casos para adotar medidas preventivas e evitar sobrecarga hospitalar.
Cenário exige atenção da população
A inclusão do Acre entre os estados em alerta reforça a necessidade de atenção por parte da população, especialmente com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios.
O acompanhamento dos boletins epidemiológicos e a adoção de medidas de prevenção são fundamentais para conter o avanço da doença.
Fonte: AC24Horas
Redigido por Acre Atual







