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Acre acompanha queda histórica do desemprego no país, com 18,8% da população trabalhando por conta própria

Dados da PNAD Contínua de 2025 mostram desemprego no estado em tendência de queda, acompanhando recorde nacional de 5,6%. No entanto, especialistas alertam para a alta informalidade e a necessidade de qualificação profissional.
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Montagem carteira de trabalho
Foto: Internet

O ano de 2025 ficará marcado como um período de recuperação histórica do mercado de trabalho brasileiro, e o Acre acompanhou essa tendência positiva. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo IBGE, a taxa média de desocupação no país fechou em 5,6%, a menor desde o início da série histórica em 2012. No quarto trimestre, o índice nacional chegou a 5,1%. No estado, o cenário reflete a melhora, com indicadores que mostram uma queda no desemprego com alta no trabalho por conta própria.

O Retrato do Mercado Acreano

O levantamento aponta que 18,8% da população ocupada no Acre atua por conta própria. Esse percentual coloca o estado em um patamar próximo ao do Tocantins e abaixo de estados como Maranhão e Pará, indicando uma cultura empreendedora ou, na visão de especialistas, uma alta taxa de ocupações sem vínculo formal. A taxa de informalidade no país como um todo chegou a 37,6% em 2025, um número que, apesar da melhora no desemprego, acende um alerta sobre a qualidade dos postos de trabalho gerados.

A análise dos dados que mostram queda no desemprego com alta no trabalho por conta própria precisa ser feita com cautela. Enquanto a queda da desocupação é um sinal inegável de aquecimento econômico, o alto índice de trabalhadores por conta própria pode indicar tanto empreendedorismo genuíno quanto uma alternativa ao desemprego em ocupações de menor produtividade e proteção social.

Análises e Desafios Futuros

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam a relevância do dado histórico nacional, mas ponderam sobre as desigualdades regionais. Para o consultor Rafael Prado, a taxa de 5,1% no último trimestre “indica um mercado de trabalho aquecido e próximo do pleno emprego”, o que já se reflete em dificuldades de contratação em setores que demandam qualificação específica. No entanto, ele alerta: “Uma informalidade de 38,1% indica que parte relevante da geração de ocupação ocorre em postos precários”.

O economista César Bergo, professor da Universidade de Brasília, avaliou que o número recorde é relevante, mas escancara as diferenças regionais. “É possível observar que esse número divulgado pelo IBGE traz consigo uma importante informação: é o menor número da série histórica. Então, isso significa que o mercado de trabalho está aquecido”, disse. Ele acrescentou que as diferenças entre regiões exigem políticas públicas específicas para equilibrar emprego e renda.

Para que o cenário se converta em desenvolvimento sustentável, especialistas apontam que é fundamental monitorar a trajetória dos juros, o nível de investimentos e o cenário fiscal, que influenciarão a manutenção da tendência de queda da desocupação. Além disso, políticas de qualificação profissional e de incentivo à formalização são essenciais para que os postos de trabalho gerados tenham mais qualidade e garantias para o trabalhador acreano.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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