Café acreano ganha destaque e espaço de degustação na Expoacre 2026

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O espaço Cafés do Acre reuniu produtores de diferentes municípios do estado na Expoacre 2026, com marcas que vêm ganhando reconhecimento dentro e fora do Acre. A visita foi feita pelo repórter Kennedy Santos, do ac24horas, que percorreu os estandes e conversou com produtores sobre a produção e a comercialização do grão.

No estande do Sítio Paraná, a produtora Antônia apresentou o café cultivado em Brasileia, no km 59. O repórter destacou o crescimento da atividade nos últimos anos, atribuído ao trabalho das famílias nas áreas de produção.

O Café Milu, de Cruzeiro do Sul, foi apresentado por Raimundo Carlos, que mantém 57 hectares de cultivo. Ele contou que o produto está há cinco meses no mercado e já ocupa posição de destaque nas vendas na região do Juruá, além de estar presente em Manaus. “Já fechamos com a Rede Araújo. E já montamos um depósito aqui para atender todo o comércio daqui da região”, afirmou.

O produtor explicou que todo o processo, do plantio à industrialização, é realizado pela própria família, com apoio do Sebrae. Ele também revelou que o nome da marca é uma homenagem aos netos, Miguel e Luísa.

No estande do Raízes da Floresta, produzido dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, a produtora Kate Souza destacou o diferencial do produto. “O Raízes da Floresta não é apenas um café. É um café que carrega um legado, que carrega uma história, que carrega uma responsabilidade ambiental, social e econômica”, disse.

Ela explicou que a localização geográfica confere características próprias à bebida e que a marca prioriza a torra média, processo que, segundo ela, concentra o açúcar natural da fruta.

O Café Lara, de Acrelândia, também foi apresentado durante a visita. A produtora destacou o pioneirismo do município no cultivo do grão no estado e relatou premiações recentes, incluindo o concurso estadual Qualicafé e o reconhecimento entre os melhores cafés do Brasil em um concurso nacional realizado em Minas Gerais. Entre os produtos derivados do café, ela citou ainda a cachaça de café, com 35% de teor alcoólico.

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