Acre lidera incidência de leishmaniose no Brasil, aponta estudo da Ufac

Pesquisa inédita da Universidade Federal do Acre revela que o estado possui a maior taxa de infecção por habitante do país.
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leishmaniose
A leishmaniose é transmitida por picada de mosquito/Foto: Reprodução

O avanço das doenças tropicais negligenciadas e as precárias condições de infraestrutura urbana e rural no extremo Norte empurraram a saúde pública do estado para o centro de um grave alerta epidemiológico. Conforme dados científicos e de monitoramento de vetores consolidados em um estudo inédito da Universidade Federal do Acre (Ufac) e divulgados nesta sexta-feira (19 de junho de 2026), o Acre assumiu a liderança nacional em incidência de leishmaniose por habitante no Brasil. O indicador expõe a alta vulnerabilidade das populações periféricas e ribeirinhas.


Falta de Saneamento, Avanço sobre a Floresta e os Riscos da Variante Tegumentar

De acordo com os pesquisadores, infectologistas e biólogos responsáveis pelo levantamento de campo, a liderança isolada do Acre na proliferação da doença — transmitida pela picada do mosquito-palha — é impulsionada diretamente pela degradação ambiental, desmatamento periférico e, principalmente, pela ausência quase absoluta de políticas de saneamento básico nos bairros mais distantes dos centros urbanos. A pesquisa acende o sinal vermelho para o avanço da leishmaniose tegumentar (que causa lesões severas na pele e nas mucosas), exigindo ações imediatas de manejo ambiental, distribuição de insumos de proteção e busca ativa de casos para evitar o rastro de sequelas e o colapso nos atendimentos de média complexidade.

Raio-X da Leishmaniose (Ufac 2026) Taxa de Incidência / Status Apurado Fator Primário de Disparada do Vetor
Casos de Leishmaniose no Acre 1º lugar no ranking do Brasil Maior taxa de infecção proporcional do país.
Variante Predominante Tegumentar (lesões cutâneas) Atinge com força periferias e áreas rurais isoladas.
Causa Estrutural Detectada Ausência de saneamento básico Ambiente favorável para a reprodução do mosquito-palha.

Esta liderança vergonhosa no ranking da leishmaniose ganha contornos de calamidade quando cruzada com o completo abandono da infraestrutura sanitária do estado, lembrando que o Acre segura firmemente a lanterna nacional em saneamento básico no relatório do Confea e, por incompetência crônica de distribuição, desperdiça mais da metade de toda a água tratada na rede por canos furados, deixando 154 mil pessoas desabastecidas — embora ironicamente o estado lidere o ranking com a água mais barata do Brasil, com tarifa média a R$ 40,79 —, limitando a qualidade de vida de Rio Branco a mornos 63,44 pontos, num estado marcado por um dos piores IDH do país.

Link de Fonte: contilnetnoticias

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