Acre Atual

Casos de dengue caem 75% no Acre em comparação com o ano passado

Boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde confirma redução drástica nas notificações de dengue, contrastando com crise de síndromes respiratórias.
Compartilhar
Dengue
Foto: Ilustração

Em meio a um cenário de forte pressão sobre as estruturas hospitalares do extremo Norte, um indicador epidemiológico específico trouxe um importante alento para as autoridades e para a população local. Conforme dados oficiais do boletim de monitoramento de arboviroses consolidado nesta segunda-feira (15 de junho de 2026), o Acre registrou uma queda impressionante de 75% nos casos notificados de dengue em comparação com o mesmo período de 2025. O recuo expressivo interrompe uma sequência de anos epidêmicos.


Ações Preventivas, Clima e o Alerta que Continua contra o Mosquito

De acordo com os técnicos de vigilância em saúde e epidemiologistas do estado, a redução de 75% nas infecções pelo vírus da dengue é reflexo direto da intensificação das campanhas de eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, do bloqueio químico com fumacê nos bairros de maior incidência e de fatores climáticos que alteraram o ciclo de reprodução do vetor. Apesar do avanço histórico na contenção da doença, as secretarias municipais alertam que a população não deve baixar a guarda, pois o descarte incorreto de resíduos e o acúmulo de água parada nos quintais da periferia continuam sendo um risco latente para o retorno do mosquito.

Indicador de Arboviroses (Acre) Métrica Comparativa (2025 x 2026) Status da Vigilância Sanitária
Notificações de Dengue Queda real de 75% Redução expressiva na pressão de postos de saúde.
Fatores de Sucesso Limpeza de criadouros e fumacê Eficácia nas frentes de bloqueio nos bairros.
Recomendação Atual Manter cuidados nos quintais Risco de novos focos com o lixo acumulado.

Embora a dengue tenha dado uma trégua de 75%, o sistema de saúde pública do Acre não tem motivos para comemorar, pois enfrenta um colapso sem precedentes em outra frente: a rede opera sob severo decreto de emergência pela superlotação de UTIs por SRAG, agravada por uma cobertura vacinal contra a gripe de apenas 38% da meta, o que forçou a emissão de um alerta epidemiológico máximo para a explosão de novos casos graves de síndromes respiratórias antes das duas friagens previstas para junho.

Link de Fonte: ac24horas

Rolar para cima