O rigor nos procedimentos de fiscalização e o uso de tecnologia de inspeção corporal nas unidades prisionais do interior do estado frustraram mais uma tentativa de abastecimento de ilícitos nos pavilhões. Conforme boletim de ocorrência oficial consolidado nesta segunda-feira (15 de junho de 2026), uma mulher foi presa em flagrante no Complexo Penitenciário de Cruzeiro do Sul ao tentar entrar na unidade com uma porção de maconha escondida em suas partes íntimas. O flagrante ocorreu durante o horário de visitas dos custodiados.
Tecnologia de Scanner Corporal Detecta Ilícito em Misto de Nervosismo
De acordo com o relatório dos policiais penais plantonistas, a mulher demonstrou forte nervosismo e comportamento suspeito ao entrar na fila de triagem. Ao passar pelo equipamento de scanner corporal (body scan), as imagens de raio-X de alta resolução apontaram uma densidade anormal e a presença de um invólucro estranho introduzido na cavidade vaginal da visitante. Ao ser confrontada pelas agentes femininas sobre a irregularidade na imagem, a suspeita confessou que carregava o entorpecente, retirando voluntariamente o pacote que continha aproximadamente 100 gramas de maconha, que seria entregue a um detento. Ela recebeu voz de prisão imediata e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura do flagrante.
| Dados da Ocorrência Prisional | Modus Operandi Detectado (2026) | Sanção e Enquadramento Legal |
|---|---|---|
| Local do Flagrante | Presídio de Cruzeiro do Sul (Juruá) | Tentativa de burlar a revista com introdução de pacotes. |
| Material Apreendido | Cerca de 100g de maconha prensada | Tráfico de Drogas Majorado (Art. 33 c/c Art. 40, III da Lei 11.343/06). |
| Método de Descoberta | Tecnologia de Scanner Corporal | Encaminhamento imediato para a delegacia local. |
O flagrante no presídio do Juruá joga luz sobre o severo colapso do sistema penitenciário do estado, que mantém **quase 9 mil pessoas sob custódia em suas unidades penais**, lidando com os gargalos de uma das maiores taxas de encarceramento proporcional do país. Essa criminalidade miúda nas periferias ocorre no mesmo município onde a polícia tenta conter as frentes de crimes domésticos, exemplificada pelo homem preso em Cruzeiro do Sul após agredir a própria irmã dentro de casa, agravando os indicadores do Acre, que exibe uma taxa de homicídios de mulheres negras substancialmente maior do que a de não negras no Atlas da Violência.
Link de Fonte: ac24horas







