O desabamento da estrutura viária no interior do estado rompeu em definitivo as barreiras da tolerância política na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e promete abrir uma devassa de cobranças contra os órgãos de fiscalização do governo. Conforme pronunciamentos e discursos oficiais consolidados nesta segunda-feira (15 de junho de 2026), o deputado estadual de oposição, Edvaldo Magalhães, disparou duras críticas contra as justificativas oficiais sobre a queda da Ponte Frei Paolino, em Sena Madureira, cravou que “tem caroço nesse angu” e não descartou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Cobrança por Transparência, Culpa do Deracre e a Caixa de Pandora dos Contratos
Em sua fala contundente nas galerias do parlamento acreano, Magalhães ironizou as notas oficiais emitidas pela autarquia rodoviária estadual e argumentou que o colapso não pode ser tratado como um mero acidente técnico fortuito ou fatalidade da engenharia. Para o parlamentar, há fortes indícios de negligência na fiscalização das medições contratuais e na liberação de recursos públicos para uma obra que claramente ostentava falhas de execução. Edvaldo sinalizou que já iniciou conversas com as bancadas aliadas para coletar as assinaturas necessárias para protocolar a CPI da Ponte, com o objetivo de obrigar os diretores do Deracre e os donos da empreiteira a prestarem depoimentos sob juramento de lei.
| Ofensiva na Assembleia Legislativa | Declaração / Linha de Ação (2026) | Objetivo Político e Fiscalizatório |
|---|---|---|
| Posicionamento de Edvaldo | “Tem caroço nesse angu” | Rejeitar a tese de fatalidade apresentada pelo estado. |
| Articulação Parlamentar | Articulação para abertura de CPI | Coletar assinaturas para revirar contratos de medição. |
| Foco da Investigação | Relação Deracre x Construtora | Apurar responsabilidade civil e criminal de gestores públicos. |
O ensaio para a abertura de uma CPI da Ponte incendeia os bastidores políticos do estado e coloca ainda mais pressão sobre o Deracre, que, para acalmar os ânimos, já havia anunciado a instauração de processo administrativo de responsabilização contra a Construtora Cidade. A empreiteira, que foi obrigada judicialmente a arcar com os gastos médicos dos feridos no desabamento, viu o debate sobre seus contratos pegar fogo após vir a público um relatório provando que ela executou outras sete grandes obras públicas no Acre durante os governos passados do PT, mostrando o tamanho de seu trânsito histórico nas contas do estado.
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