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Acre será incluído em novo plano federal para fortalecer turismo na fronteira com Peru e Bolívia

Programa estratégico do Ministério do Turismo visa estruturar rotas integradas, atrair viajantes estrangeiros e impulsionar a economia das cidades gêmeas.
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turismo acre
Foto: Marcos Vicentti/Secom

O extremo Ocidente brasileiro ganhou um forte passaporte de inserção na rota do desenvolvimento do setor de viagens e eventos internacionais. Conforme diretrizes oficiais consolidadas nesta terça-feira (9 de junho de 2026), o Governo Federal confirmou a inclusão do Acre no novo plano estratégico para fortalecer e estruturar o turismo na faixa de fronteira com o Peru e a Bolívia. A iniciativa nacional busca transformar as áreas de divisa em polos de atração de visitantes e divisas estrangeiras.


Rotas Integradas, Infraestrutura de Acolhimento e Cidades Gêmeas

De acordo com os técnicos do Ministério do Turismo, o programa vai injetar recursos para melhorar a sinalização bilíngue, qualificar a mão de obra do setor de hotelaria e gastronomia, e desburocratizar os trâmites migratórios em parceria com a Polícia Federal e órgãos dos países vizinhos. O foco central está na estruturação de rotas integradas que aproveitem a Rodovia Interoceânica, interligando municípios como Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia a destinos consolidados andinos, estimulando o turismo de compras, de negócios e o ecoturismo na Amazônia sul-americana.

Eixo do Plano de Turismo (2026) Área de Atuação nas Divisas Impacto Econômico Esperado
Fronteira com Peru e Bolívia Cidades gêmeas e Interoceânica Atrair o fluxo de viajantes andinos para o AC.
Investimento Estrutural Qualificação e sinalização Superar gargalos de recepção de estrangeiros.
Modelo de Negócio Rotas Transnacionais Integradas Geração de emprego no comércio e pousadas locais.

A inclusão do estado nesse plano de turismo transfronteiriço ocorre no mesmo período em que Brasília despeja aportes vultosos na região, simbolizados pelos mais de R$ 83 milhões destinados pelo governo federal para obras de eletrificação rural no Acre e pelos mais de R$ 28 milhões liberados para o custeio da Atenção Primária à Saúde. Atrair a circulação de moeda estrangeira e consolidar o comércio nas fronteiras vira uma necessidade urgente para reaquecer a economia do estado, uma vez que o Acre lida com um dos piores IDH do país e o trabalhador se desdobra em jornadas exaustivas, figurando no topo das maiores cargas horárias de trabalho do país.

Link de Fonte: ac24horas

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