Acre Atual

Bocalom reage após MP abrir investigação sobre contrato da Ricco Transportes

Prefeito de Rio Branco defende legalidade de contratação emergencial no transporte público e diz estar à disposição da Justiça.
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Bocalom
Foto: Sérgio Vale

A gestão do transporte coletivo na capital acreana voltou a figurar no centro de uma complexa batalha jurídica e fiscal. Após o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurar um procedimento oficial para investigar supostas irregularidades e aditivos contratuais, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, quebrou o silêncio nesta semana (junho de 2026). O chefe do Executivo municipal declarou publicamente que mantém a “consciência tranquila” e assegurou que todo o processo de contratação e repasses para a empresa Ricco Transportes ocorreu dentro da mais estrita legalidade.


A Lupa do Ministério Público e a Justificativa da Prefeitura

A investigação do órgão controlador centraliza-se na lisura dos contratos emergenciais e nos subsídios tarifários injetados pelo município para manter os ônibus circulando nas linhas urbanas. Em sua defesa, Bocalom argumentou que as decisões administrativas adotadas pela prefeitura foram necessárias para evitar o colapso total do sistema de transporte e assegurar o direito de ir e vir dos moradores das periferias, após o abandono do serviço por empresas anteriores. O prefeito destacou que sua equipe jurídica e técnica está fornecendo todas as planilhas e documentos exigidos pelos promotores para sanar quaisquer dúvidas.

Foco da Investigação do MPAC (2026) Posicionamento de Tião Bocalom Alegação Técnica da Gestão
Contrato da Ricco Transportes “Consciência tranquila” Disponibilização integral de documentos ao MP.
Subsídios e Aditivos Garante legalidade total Medida emergencial para evitar greves e apagão.
Status do Procedimento Inquérito em andamento Foco na transparência das tarifas cobradas.

O embate em torno do transporte coletivo ocorre em um momento em que os custos para o cidadão comum de Rio Branco pesam severamente na renda familiar. O motorista da capital enfrenta o preço abusivo do etanol cotado a R$ 5,35 o litro nos postos de combustíveis e se esmaga sob um fisco rígido, no qual os acreanos pagam mais de R$ 18 milhões em impostos por dia. Além disso, os trabalhadores se desdobram para arcar com essas despesas, já que o Acre figura entre os estados com a maior carga horária de trabalho do país, enquanto a capital oferece uma qualidade de vida morna, avaliada em apenas 63,44 pontos, carecendo de melhorias básicas.

Link de Fonte: ac24horas

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