A crise sistêmica no transporte coletivo da capital acreana ganhou mais um capítulo complexo e centralizado fora do estado. Nesta sexta-feira (29 de maio de 2026), a Prefeitura de Rio Branco ingressou com uma ação na Justiça de São Paulo para evitar a retenção de recursos e subsídios destinados à Empresa Ricco Transportes. A medida jurídica de urgência visa assegurar o fluxo de caixa da concessionária e impedir um colapso imediato no atendimento aos usuários.
Disputas Societárias e o Fantasma dos Bloqueios Judiciais
A intervenção da Procuradoria Municipal ocorre como reflexo de processos que tramitam no Foro Central de São Paulo, onde o negócio que deu origem à empresa e o financiamento de sua frota são contestados por credores e antigos proprietários devido a quebras contratuais e inadimplências. Diante do risco iminente de novos bloqueios judiciais e ordens de retenção de valores direto na fonte — que congelariam os repasses mensais de subsídios feitos pelo município —, a prefeitura correu aos tribunais paulistas para argumentar que a trava financeira prejudica um serviço público essencial e essencialmente comunitário.
| Medida Judicial (29/05/2026) | Objetivo da Prefeitura de RB | Risco à População Urbanas |
|---|---|---|
| Ação na 33ª Vara Cível de SP | Garantir fluxo de subsídios | Paralisação total das linhas por falta de diesel. |
| Origem do Impasse | Dívidas de aquisição e frotas | Atraso crônico de salários de motoristas. |
| Status do Contrato | Concessão Emergencial Renovada | Necessidade de licitação definitiva. |
O embate para blindar os recursos do transporte coletivo surge em um momento em que a estabilidade econômica urbana de Rio Branco está por um fio. Recentemente, a própria Ricco alegou que encerrou os últimos ciclos operacionais no vermelho, registrando prejuízos acumulados que passam de R$ 8 milhões ao ano. A pressão sobre o transporte em Rio Branco é agravada por gargalos severos no bolso do usuário, que lida com a disparada do etanol a R$ 5,35 o litro nos postos tradicionais e com um custo de vida sufocante, evidenciado no fato de o Acre registrar um dos piores IDH do país e manter mais de 12 mil pessoas na fila do Bolsa Família.
Link de Fonte: ac24horas







