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Operação Fracta desarticula grupo que contratava mercenários para execuções no Acre e MT

Polícia Civil deflagra Operação Fracta contra facção especializada em extermínio de rivais. Mandados foram cumpridos em Rio Branco e cidades de Mato Grosso.
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Preso Facção
Foto: Internet

As forças de segurança deflagraram, na manhã desta terça-feira (28 de abril de 2026), a Operação Fracta, uma ação conjunta liderada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) com apoio das equipes do Acre. O objetivo foi desmantelar o braço de execução de uma organização criminosa que operava um sofisticado sistema de “mercenários” para realizar homicídios encomendados. Entre os alvos das ordens judiciais, a capital Rio Branco foi palco de buscas e prisões, evidenciando a ramificação interestadual do grupo.

Ao todo, foram cumpridas 24 ordens judiciais — sendo 16 mandados de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva — distribuídas entre Rio Branco (AC), Peixoto de Azevedo (MT), Alto Garças (MT) e Várzea Grande (MT). A investigação, conduzida pela Delegacia de Peixoto de Azevedo, revelou que integrantes da facção atuavam como “olheiros”, levantando endereços, fotos e rotinas de membros de grupos rivais para que os executores contratados pudessem efetivar os assassinatos de forma precisa.

A “Engrenagem que não Para” e a Disputa Territorial

O nome da operação, “Fracta”, faz alusão a mensagens interceptadas entre os criminosos que afirmavam que a “engrenagem não para”. A metáfora era utilizada para indicar o fluxo incessante de levantamento de alvos e execuções no âmbito da disputa territorial. Tecnicamente, a inteligência policial identificou que o grupo operava com uma divisão de tarefas muito clara: enquanto um núcleo financiava a logística, outro realizava a inteligência de campo (vigilância dos rivais) para entregar o “serviço” pronto aos matadores de aluguel.

Com a deflagração da Operação Fracta, a polícia espera reduzir os índices de mortes violentas intencionais nas regiões impactadas, especialmente onde a disputa pelo controle do tráfico de drogas tem gerado insegurança pública. Os materiais apreendidos em Rio Branco serão analisados para identificar se há planos de execução de alvos também em território acreano ou se a capital servia apenas como base logística e esconderijo para as lideranças do grupo.

A visão do Acre Atual: Rio Branco como Base Interestadual

A presença de alvos da Operação Fracta em Rio Branco neste 28 de abril de 2026 confirma uma tendência preocupante que o Acre Atual vem acompanhando: nossa capital não é apenas um corredor de drogas, mas está se tornando um refúgio e base de planejamento para crimes de “pistolagem tecnológica” cometidos em outros estados. No Acre Atual, avaliamos que o uso de “mercenários” para limpar o caminho de rivais mostra um nível de frieza que desafia a paz social. É positivo ver a integração entre as polícias civis de Mato Grosso e do Acre, mas o alerta fica: se o grupo mapeava rivais em MT com tamanha precisão, quem garante que o mesmo “serviço de inteligência” do crime não está operando silenciosamente nas ruas da nossa capital? A segurança pública precisa agir na raiz desse financiamento, antes que a “engrenagem” mude de alvo e foque na nossa própria gente.

Fonte: ac24horas / PCMT

Redigido por Acre Atual

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