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Terceirizados denunciam perseguição e assédio moral no Tribunal de Contas do Acre

Trabalhadores terceirizados do TCE-AC relatam ambiente de trabalho tóxico e práticas de perseguição profissional.
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Reprodução TCE
Reprodução TCE

Um clima de instabilidade e medo tomou conta dos corredores do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) nesta segunda-feira (27 de abril de 2026). Um grupo de trabalhadores terceirizados, que prestam serviços essenciais à corte de contas, formalizou denúncias graves de perseguição profissional e assédio moral. Os relatos apontam para um ambiente de trabalho degradante, onde a pressão psicológica e o desrespeito à dignidade do trabalhador teriam se tornado práticas recorrentes por parte de chefias imediatas.

As denúncias indicam que os funcionários são submetidos a humilhações públicas, ameaças constantes de demissão e isolamento deliberado de suas funções originais. A gravidade da situação reside no fato de o suposto assédio ocorrer dentro de um órgão cuja função primordial é zelar pela legalidade e pela ética na administração pública, o que gera um desconforto institucional profundo e coloca em xeque as políticas de bem-estar laboral da casa.

Identificação do Assédio e Vulnerabilidade na Terceirização

O assédio moral no ambiente de trabalho é caracterizado pela exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho. Tecnicamente, a vulnerabilidade dos terceirizados é maior devido à fragilidade do vínculo empregatício, o que muitas vezes inibe a denúncia por medo de represálias imediatas.

O Tribunal ainda não emitiu uma nota oficial detalhada sobre os casos específicos, mas fontes internas indicam que a corregedoria da casa poderá ser acionada para apurar as condutas. Sindicatos e órgãos de defesa do trabalhador já acompanham o caso, reforçando que o assédio moral é crime e que a responsabilidade sobre o bem-estar do terceirizado também recai, subsidiariamente, sobre o órgão tomador de serviço.

A visão do Acre Atual: A Ironia do Assédio no Órgão de Controle

A denúncia de assédio moral envolvendo terceirizados no TCE-AC neste 27 de abril de 2026 é um golpe na imagem de uma instituição que deveria ser o bastião da moralidade administrativa. No Acre Atual, avaliamos que a terceirização não pode ser um salvo-conduto para o desrespeito humano. É uma ironia amarga que o órgão responsável por auditar as contas e condutas de todo o estado precise agora ser auditado em sua própria gestão de pessoas. Perseguição não é gestão; medo não é produtividade. O Tribunal precisa agir com rigor absoluto e transparência para extirpar essas práticas, sob pena de perder a autoridade moral para cobrar ética de outros gestores. O trabalhador terceirizado é o elo mais frágil da corrente, e é justamente por isso que o Estado deveria ser seu maior protetor, e não seu algoz.

Fonte: ac24horas / Redação Acre Atual

Redigido por Acre Atual

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