Google ADS

Vítima de queimadura em procedimento estético acusa Polícia Civil de omissão no Acre

Paciente que sofreu lesões graves durante tratamento de beleza relata falta de andamento em inquérito policial e cobra celeridade das autoridades em Rio Branco.
Compartilhar
Vanessa Holanda
Fotos: Arquivo Pessoal/cedida ao ac24horas

Um caso de lesão corporal decorrente de procedimento estético ganhou novos contornos nesta sexta-feira (25 de abril de 2026), após a vítima vir a público denunciar o que classifica como “omissão” e “morosidade” por parte da Polícia Civil do Estado do Acre. A paciente, que sofreu queimaduras de segundo grau durante um tratamento em uma clínica de Rio Branco, alega que, apesar de ter formalizado a denúncia e apresentado laudos periciais particulares, o inquérito policial não apresenta avanços significativos.

A denúncia levanta questionamentos sobre a celeridade dos órgãos de segurança pública em casos envolvendo responsabilidade civil e criminal de profissionais da área da saúde e estética. Segundo a vítima, a falta de oitivas de testemunhas e a demora na realização do exame de corpo de delito oficial pelo Instituto Médico Legal (IML) comprometem a preservação das provas e a eventual punição dos responsáveis.

Protocolos de Investigação em Casos de Lesão Corporal

Tecnicamente, casos de queimaduras em procedimentos estéticos são tipificados inicialmente como lesão corporal culposa (quando não há intenção de ferir, mas há imperícia, imprudência ou negligência). A investigação policial deve seguir um rito rigoroso que inclui a perícia técnica no local do incidente, a análise dos equipamentos utilizados e a verificação da habilitação técnica do profissional responsável.

A defesa da clínica e do profissional envolvido ainda não se manifestou publicamente sobre as novas acusações de omissão policial. Por outro lado, a Polícia Civil, quando questionada, costuma alegar o grande volume de demandas e a necessidade de seguir prazos regimentais, garantindo que todos os casos são tratados com a devida imparcialidade técnica.

A visão do Acre Atual: O Mercado da Beleza e o Gargalo da Fiscalização

O episódio da denúncia de omissão policial em um caso de queimadura estética revela uma ferida aberta na estrutura de fiscalização do Acre em 2026. No Acre Atual, compreendemos que o boom do mercado de estética em Rio Branco não foi acompanhado por um fortalecimento equivalente dos mecanismos de controle e de resposta do Judiciário e da Polícia Civil. Quando uma vítima precisa recorrer à imprensa para que um inquérito de lesão corporal caminhe, o sinal emitido para a sociedade é de insegurança jurídica. É fundamental que a Polícia Civil apresente transparência sobre o andamento desses processos, sob pena de incentivar a impunidade em um setor que lida diretamente com a integridade física das pessoas. A beleza não pode custar a saúde, e a justiça não pode se perder na burocracia das delegacias.

Fonte: ac24horas / Redação Acre Atual

Redigido por Acre Atual

Rolar para cima