O piseiro do “Seu Osmar” silenciou antes mesmo de começar nas terras isoladas do Jordão. Nesta segunda-feira (20 de abril de 2026), a Justiça do Acre determinou a suspensão imediata do show do cantor Evoney Fernandes, que havia sido contratado pela prefeitura municipal pelo valor de R$ 400 mil. A decisão atende a um pedido de tutela de urgência do Ministério Público do Acre (MPAC), que questionou a razoabilidade de um gasto tão elevado em uma cidade que enfrenta carências graves em setores básicos como saúde, saneamento e infraestrutura.
O Ministério Público argumentou que o montante é desproporcional à realidade financeira do município, um dos mais isolados do estado. Ao notar que o Jordão lida com dificuldades históricas de acesso e serviços essenciais em 2026, percebe-se que a destinação de quase meio milhão de reais para um único evento festivo fere os princípios da administração pública. Para o Acre Atual, ver o “dinheiro do povo” sendo alvo de polêmica em festividades é o tipo de piseiro administrativo que exige fiscalização rigorosa, especialmente quando falta o básico no posto de saúde.
Contas sob Lupa: O Peso do Cachê no Orçamento
A decisão judicial impõe multas pesadas caso a prefeitura insista na realização do evento ou efetue qualquer pagamento ao artista. O fato de o cachê de R$ 400 mil representar uma fatia considerável dos repasses federais recebidos pelo município foi um dos pontos cruciais para a suspensão.
O Acre Atual observa que a prefeitura do Jordão ainda pode recorrer, mas a tendência é que o evento não ocorra nos moldes planejados. Saber que a fiscalização sobre “shows de prefeitura” está cada vez mais apertada no Acre em 2026 serve de aviso para outros gestores que pensam em fazer piseiro com o orçamento público. O desafio agora é redirecionar esse recurso para obras e serviços que realmente mudem a vida do cidadão jordãoense lá na ponta.
A visão do Acre Atual: Festa Boa é Festa com Contas em Dia
Informar sobre a suspensão do show de Evoney Fernandes no Jordão em 2026 é falar de responsabilidade com o suor do contribuinte. No Acre Atual, acreditamos que todo mundo gosta de um piseiro, mas a alegria da festa acaba quando o povo percebe que o preço do ingresso foi a falta de médico no posto. Ver a justiça botando o “freio de mão” nesse tipo de gasto é o piseiro da moralidade que a gente apoia. Estaremos acompanhando se a prefeitura vai tentar bater o pé ou se vai usar o juízo para consertar o que está errado na cidade. No Acre Atual, a informação que fiscaliza o seu bolso é o nosso compromisso.
Fonte: ac24horas / MPAC
Redigido por Acre Atual







