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MPF recomenda sistema de monitoramento de mercúrio no Acre e outros estados da Amazônia

O Ministério Público Federal quer um rastreamento rigoroso dos níveis de mercúrio na bacia amazônica. Acre é alvo prioritário para proteger a saúde e o meio ambiente.
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mercúrio
Foto: Victor Moriyama/ Eco

O combate à contaminação por metais pesados na maior floresta tropical do mundo acaba de ganhar um novo capítulo institucional. Nesta quinta-feira (9 de abril de 2026), o Ministério Público Federal (MPF) recomendou a criação de um sistema nacional de monitoramento de mercúrio na Amazônia. O Acre, junto com outros sete estados da região, foi listado como área prioritária para a implementação imediata de sensores e coletas periódicas de dados.

A recomendação foi enviada ao Ministério do Meio Ambiente e ao IBAMA. Ao notar que o Acre é alvo do monitoramento de mercúrio em 2026, percebe-se a urgência em proteger as populações ribeirinhas e indígenas, que dependem diretamente da pesca. Para o Acre Atual, essa medida é vital: o mercúrio, oriundo principalmente do garimpo ilegal e de atividades transfronteiriças, não respeita divisas e se acumula na cadeia alimentar, representando um risco silencioso e grave à saúde pública.

O Plano de Monitoramento do MPF

A proposta do MPF não é apenas teórica; ela exige a estruturação de uma rede técnica capaz de medir a presença do metal na água, nos sedimentos e, principalmente, nos peixes. O fato de o mercúrio bioacumular no organismo humano torna o monitoramento uma questão de sobrevivência para comunidades tradicionais.

O Acre Atual observa que a localização do Acre, na fronteira com o Peru e a Bolívia, aumenta o desafio, já que a poluição muitas vezes desce de regiões vizinhas onde o garimpo é intenso. Saber que o MPF está cobrando ação direta do governo federal traz um respaldo jurídico importante para que o estado não lute sozinho contra esse contaminante. O consumo de peixes como o piraíba e o surubim, que estão no topo da cadeia, deve ser o principal foco dos testes laboratoriais.

A visão do Acre Atual: Saúde que desce pelo Rio

Informar sobre o risco do mercúrio no Acre em 2026 é defender o nosso maior patrimônio: a vida e a natureza. No Acre Atual, acreditamos que sem dados reais, estamos lutando no escuro contra um veneno que não tem cheiro nem cor, mas que destrói o sistema nervoso e compromete o futuro de gerações. O monitoramento recomendado pelo MPF é uma obrigação moral do Estado. Estaremos acompanhando se o Ministério do Meio Ambiente vai tirar essa rede do papel ou se o mercúrio continuará correndo solto em nossos rios. No Acre Atual, a informação que despolui a verdade é o nosso compromisso.

Fonte: ac24horas / MPF

Redigido por Acre Atual

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