A exigência de vacinação contra gripe equina no Acre foi suspensa temporariamente para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de animais no estado. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).
A medida vale para todo o território acreano e atende a uma recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária, que identificou um cenário de desabastecimento nacional de vacinas contra a doença.
Falta de vacinas motivou decisão
A suspensão da exigência está diretamente relacionada à escassez de imunizantes no mercado brasileiro. Segundo o governo federal, a falta de vacinas tem dificultado que produtores e organizadores de eventos agropecuários cumpram as exigências sanitárias normalmente previstas.
Esse cenário levou autoridades sanitárias a recomendar a flexibilização temporária das regras, evitando prejuízos ao setor e impedindo a paralisação do transporte de equídeos em todo o país.
Transporte de animais segue autorizado
Com a nova regra, criadores e transportadores de animais como cavalos, jumentos e mulas ficam dispensados de apresentar o comprovante de vacinação para obter a GTA.
A Guia de Trânsito Animal é um documento essencial para o deslocamento legal de animais entre propriedades, eventos e outras localidades, sendo exigida em todo o território nacional.
Medida é temporária e pode ser revertida
Apesar da flexibilização, o Idaf reforça que a suspensão da exigência tem caráter temporário e será reavaliada conforme a normalização do fornecimento de vacinas no país.
O Ministério da Agricultura também destacou que a recomendação é provisória e que a exigência deverá ser retomada assim que o abastecimento de imunizantes for restabelecido.
Outras exigências sanitárias continuam valendo
Mesmo com a suspensão da vacina contra gripe equina no Acre, as demais regras sanitárias seguem obrigatórias. Produtores devem continuar cumprindo todas as exigências previstas na legislação para garantir a saúde dos animais.
Entre essas medidas estão a emissão regular da GTA, controle sanitário dos rebanhos e adoção de práticas de biossegurança nas propriedades rurais.
Setor busca evitar prejuízos econômicos
A decisão também tem impacto direto no setor agropecuário, especialmente na cadeia produtiva de equídeos, que depende do transporte constante de animais para eventos, competições e comercialização.
Especialistas alertam que a manutenção da exigência em meio à falta de vacinas poderia causar paralisação de atividades e prejuízos significativos para produtores e organizadores de eventos.
Vacinação continua sendo recomendada
Mesmo com a suspensão da obrigatoriedade, autoridades sanitárias reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a influenza equina.
A orientação é que produtores imunizem seus animais assim que houver disponibilidade de doses no mercado, garantindo a proteção do rebanho e evitando a disseminação da doença.
Com isso, a flexibilização da exigência busca equilibrar a necessidade de manter o controle sanitário com a realidade do desabastecimento, permitindo que o setor continue operando sem interrupções enquanto o fornecimento de vacinas não é normalizado.
Fonte: AC24Horas
Redigido por Acre Atual







