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Prédio de quatro andares desaba no Brás, em SP, e deixa ao menos 20 feridos

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Policiais Militares e Bombeiros atuam no resgate de trabalhadores após desabamento de prédio no BrásImagem: Reprodução/PMSM

Um prédio de quatro andares desabou na noite de hoje, no Brás, região central de São Paulo, e deixou mais de 20 feridos. Não há registro de mortes até o momento.

O que se sabe

Cerca de 35 pessoas estariam dentro do prédio no momento do incidente, de acordo com informações iniciais do Corpo de Bombeiros. A ocorrência acontece na rua Maria Joaquina, no Brás. Os bombeiros foram acionados por volta das 18h40.

Corpo de Bombeiros retirou 27 pessoas que estavam no interior do prédio. Outras pessoas saíram antes da chegada da corporação. A capitã Karoline Burunsizian disse à imprensa que os resgatados eram 25 homens e duas mulheres. Quatro deles tiveram escoriações, algumas lesões em membros (pernas e braços) e foram levados à UPA da Mooca com estado de saúde estável. Eles não correm risco de morte.

Por volta das 20h15, os bombeiros ainda trabalhavam no local para acessar áreas mais profundas da estrutura. O objetivo é verificar se ainda há alguém sob os escombros. Os cães dos bombeiros agora passam na parte da loja que teve o colapso estrutural para ter certeza de que não há nenhuma vítima. Segundo a capitã, a dona da loja foi contatada e informou que havia 35 pessoas no local antes do desabamento.

Teve um desabamento da parte do mezanino. Então é uma área total de aproximadamente 900 m². Foi uma aferição por mapa que a gente fez, ainda não temos como afirmar exatamente porque o local tem bastante material e o trabalho neste momento é retirar o material para o lado de fora e as equipes conseguirem avançar para o interior, o fundo da loja.

O fato de não ter vítimas até o presente momento é uma grata surpresa, graças a Deus. A gente obviamente não quer que nenhuma tragédia aconteça e a gente espera que termine desta forma a ocorrência: sem vítimas fatais. Mas os trabalhos continuarão até que a gente descarte totalmente as chances de ter vidas no estabelecimento.
Capitã Karoline

A Defesa Civil também foi acionada e chegou ao local para avaliar as condições da estrutura atingida e verificar se há risco de desabamento nos imóveis vizinhos. Um engenheiro da Defesa Civil analisa se há risco de queda de outras estruturas próximas ao prédio que desabou. Equipes do Corpo de Bombeiros ainda estão checando se o local tinha AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

Aproximadamente 51 bombeiros estão trabalhando no local, com 17 viaturas, segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo). O local está isolado. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil também estão no local.

Os andares da loja estavam tomados por tecidos, descritos como materiais pesados. O estabelecimento seria de propriedade de um comerciante chinês, ainda não identificado. Grande parte dos trabalhadores era formada por carregadores, que recebem, em média, R$ 60 para descarregar carretas de mercadorias.

O desabamento quebrou o vidro da fachada, o que fez com o que os trabalhadores percebessem a ocorrência no primeiro momento. “Quando eu vi o chão descendo, eu corri para o lado que tinha menos peso, imaginando que não cairia”, relatou Matheus Freitas, que trabalha como arrumador no local. Matheus e mais três pessoas estavam no terceiro andar. Ele acrescenta que “se soubesse do risco, não teria entrado lá dentro”.

Uma pessoa que estava dentro do prédio no momento do desabamento relatou ao SP2, da TV Globo, que a estrutura começou a ceder quando ela chegou ao último andar. Segundo a testemunha, ela empurrou as pessoas que estavam à sua frente para conseguir sair do imóvel. “Foi um susto tremendo. Quando eu deixei os tecidos lá em cima, começou a desmoronar. Como eu consegui sair? Sendo astuto. Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima de você, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá”, declarou Felipe. Outro homem descreveu a situação como “apavorante”.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) interditou vias no entorno do desabamento. Os bloqueios atingem a rua Maria Joaquina, entre as ruas Joli e Mendes Júnior, o cruzamento da rua Xavantes com a rua Mendes Júnior e o cruzamento da rua Oriente com a rua Xavantes.

As causas do desabamento ainda não são conhecidas. O UOL questionou a Prefeitura de São Paulo sobre a situação e a regularidade do imóvel, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. A perícia fará o trabalho no local, segundo Burunsizian. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, disse em entrevista ao programa Cidade Alerta, da Record, que “toda a estrutura da Polícia Civil está mobilizada tanto no socorro às vítimas quanto na investigação das causas do desabamento e na identificação de possíveis responsáveis”.

Veja o vídeo:

Com informações do ac24horas

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