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Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra Mpox

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Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra Mpox

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a Mpox, por meio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), para reforçar os estoques do SUS (Sistema Único de Saúde).

 

Segundo a pasta, a aquisição tem caráter preventivo e busca garantir a disponibilidade do imunizante diante de possíveis mudanças no cenário epidemiológico.

A reportagem questionou o Ministério da Saúde sobre o custo, o fabricante, o prazo de entrega e a distribuição das doses, além do estoque atual e do andamento da compra. Não houve resposta até a publicação deste texto.

Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos da doença, número 94% inferior ao registrado em 2022, quando foram contabilizadas mais de 10 mil ocorrências.

Apesar da redução nacional, alguns estados passam por um aumento de casos. É o caso do Rio de Janeiro, onde foram confirmados 211 casos até 1º de novembro, ante 119 em todo o ano de 2025, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

Na capital fluminense, as confirmações passaram de 94 no ano passado para 167 neste ano, segundo a prefeitura. Não houve registro de mortes nos períodos analisados.

COMO FUNCIONA A VACINAÇÃO CONTRA MPOX?

O SUS oferece a vacinação contra a Mpox a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

A estratégia nacional prioriza pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam menos de 100 células CD4 por milímetro cúbico de sangue. Essas células são responsáveis por ajudar o organismo a combater infecções. Quanto menor for a quantidade, maior o risco de complicações.

O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas. Para se vacinar, essas pessoas devem procurar os centros de referência onde já fazem acompanhamento médico, para realizar o cadastro e agendar a aplicação.

Também podem receber doses remanescentes pessoas com HIV/Aids que apresentam menos de 200 células CD4 por milímetro cúbico de sangue, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), medicamento usado para prevenir a infecção, e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

A vacina também pode ser aplicada após contato próximo com uma pessoa infectada. A recomendação é que a vacinação ocorra preferencialmente nos primeiros quatro dias após a exposição.

O prazo pode chegar a 14 dias, mas, nesse intervalo, a vacina tem menor capacidade de evitar a infecção. Ainda assim, pode ajudar a reduzir o risco de formas graves da doença.

O QUE É MPOX E QUAIS OS SINTOMAS?

A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, que circula naturalmente entre animais silvestres, principalmente roedores. A transmissão para humanos pode ocorrer pelo contato com animais infectados.

Uma vez na população humana, o vírus também pode passar de uma pessoa para outra, principalmente pelo contato direto com lesões na pele ou mucosas.

Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Se evoluir para a chamada fase eruptiva, surgem também lesões na pele, que podem ocorrer na face, região genital, perianal, mucosas, palmas das mãos e dos pés.

Pessoas com sinais compatíveis com a doença devem procurar um serviço de saúde para avaliação. Quem teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado também deve buscar atendimento para avaliar o risco de exposição e receber orientações sobre o monitoramento de sintomas.

O acompanhamento epidemiológico é realizado pelo Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias estaduais e municipais.

As ações incluem investigação de casos suspeitos, diagnóstico laboratorial, isolamento de pessoas infectadas e identificação de contatos.

COMO PREVENIR MPOX

A prevenção envolve principalmente evitar o contato com pessoas que apresentem sinais e sintomas suspeitos da doença. Entre as principais recomendações estão:

Evitar contato físico direto com lesões na pele ou nas mucosas de pessoas com suspeita ou confirmação da doença;

Evitar contato íntimo e relações sexuais na presença de sinais ou sintomas suspeitos, até avaliação por um profissional de saúde;

Não compartilhar objetos pessoais –como toalhas, roupas de cama e vestimentas– que possam estar contaminados;

Com informações da Notícias ao Minuto

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