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Forças de segurança investigam denúncia de sequestro e agressões contra motorista de aplicativo por supostos policiais

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A coletiva ocorreu na sede da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) – Foto Lucas Dourado

Representantes de forças de segurança do Acre realizaram uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 4, na sede da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), para abordar a denúncia de um motorista de aplicativo que relatou ter sido sequestrado, ameaçado e agredido por três homens que se identificaram como policiais.

Participaram da coletiva o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), Coronel José Américo Gaia; o delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), Pedro Paulo Buzolin; a Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC), Coronel Marta Renata; e o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Leandro do Nascimento Rocha.

Durante a coletiva, houve a confirmação de que um dos suspeitos era policial militar reformado — ou seja, um profissional que está em inatividade em decorrência de alguma doença.

A Coronel Marta Renata enfatizou que as equipes de inteligência das forças de segurança atuaram de forma integrada desde o início do caso. Ela também destacou que a Polícia Militar adotou providências administrativas para acompanhar o caso paralelamente à investigação criminal.

“Nossas inteligências trabalharam juntas desde o primeiro momento, de maneira cooperativa. Paralelamente à investigação em sede criminal, a Polícia Militar também tem os seus regulamentos disciplinares; então, identificado um policial militar envolvido nessa situação, nós também abrimos procedimento administrativo de modo a apurar a conduta, a ética e o decoro do militar, porque a Polícia Militar não coaduna com nenhum tipo de desvio de conduta de seus integrantes”, destacou.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), Coronel José Américo Gaia, reafirmou a confiança na atuação da Polícia Militar e destacou o comprometimento dos policiais que integram a corporação. Gaia destacou que eventuais desvios individuais de conduta não podem comprometer a imagem de todos os policiais que atuam em prol da segurança da população.

“Eu ressalto que nós temos total confiança na nossa tropa militar. A corporação e os profissionais que integram a Polícia Militar do Estado do Acre são profissionais probos, profissionais comprometidos com o seu trabalho. Então, não é justo que um policial que desvia sua conduta manche a imagem de todos os policiais militares que trabalham diurna e noturnamente dando o seu melhor para a sociedade”, disse.

O delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), Pedro Paulo Buzolin, abordou o relato do motorista. Segundo ele, o profissional declarou que os indivíduos, que no momento do ocorrido afirmavam ser policiais, o acusavam de praticar crimes contra o patrimônio e começaram a torturá-lo para que entregasse os objetos de um suposto crime de furto.

Buzolin contou que, segundo o relato, ao ser sequestrado, o motorista se jogou do carro em movimento enquanto o veículo transitava pela cidade: “Começaram a transitar na cidade e, durante este ato, a pessoa se jogou do carro na Avenida Getúlio Vargas, onde sofreu diversas lesões”, disse.

Na sequência, Buzolin informou que o motorista de aplicativo registrou um Boletim de Ocorrência e uma equipe de delegados foi designada para atuar no caso.

“Ele se dirigiu à Defla, onde registrou o boletim de ocorrência. Nós designamos uma equipe de delegados para atuar no caso e identificamos um policial militar reformado que estava no ato como um possível autor deste crime. Ontem, nós demos cumprimento a ordens judiciais em favor deste investigado e continuamos com as diligências para tentar identificar outros autores”, disse.

Buzolin também informou que a Polícia Militar prestou todo o apoio: “A Polícia Militar nos prestou todo o apoio. A Coronel Renata estava ciente da situação desde o princípio e nos prestou todo o apoio para que as diligências ocorressem”, destacou.

Sobre a circulação da informação de que um dos veículos utilizados pertencia à Polícia Civil, Buzolin confirmou que esse veículo realmente integrou a frota da instituição, mas de forma temporária (ficou cautelado temporariamente para a instituição), tendo sido restituído no dia 5 de janeiro de 2024: “Então, há mais de dois anos ele não integrava mais a frota da instituição”, esclareceu.

Com informações da Portal do Acre

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