SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dos maiores aliados do bolsonarismo na América Latina, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, mandou carta de felicitações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória na eleição ainda no dia do pleito, domingo (25).
Muitos chefes de Estado e de governo reconheceram o resultado da eleição brasileira e parabenizaram Lula em publicações em redes sociais, mas Bukele optou por ser mais discreto.
Em carta enviada da embaixada de El Salvador em Brasília, obtida pela Folha de S.Paulo, Bukele parabenizou Lula -“em nome do povo e do Governo da República de El Salvador, de minha esposa Gabriela e em meu próprio nome”.
“Apresento a Vossa Excelência minhas felicitações por sua reeleição como Presidente da República Federativa do Brasil”, diz o texto.
Como de praxe, em sua carta a Lula, Bukele reiterou a disposição de colaborar com o governo brasileiro. “Nesta ocasião, reitero a disposição da República de El Salvador de continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação entre nossos países, com base no respeito mútuo e no interesse comum de promover o bem-estar de nossos povos.”
Bukele foi citado como modelo de gestão de segurança pública por Flávio Bolsonaro durante a campanha. O senador se reuniu com o ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em visita ao Brasil.
Na segunda-feira (26), Trump disse que a eleição brasileira foi alvo de fraude. Ele repetiu a acusação na terça (27). “Passou uma impressão muito ruim. A eleição, a maneira como os votos foram contabilizados, sabe? Com a prorrogação do horário de votação, foi muito estranho”, disse.
No caso do presidente argentino, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas na terça que não haveria nenhum tipo de comunicado do governo argentino em relação à vitória de Lula. “Tomou-se nota do resultado eleitoral no Brasil”, afirmou o funcionário na entrevista coletiva semanal na Casa Rosada.
Flávio não reconheceu o resultado da eleição e fugiu para os Estados Unidos, dizendo-se alvo de perseguição política após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandar recolher seus passaportes. O senador é investigado em dois inquéritos.
O primeiro inquérito do qual Flávio é alvo trata do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, sob a justificativa de financiar o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Outra investigação, que está sob a relatoria de Moraes, trata das relações de Flávio com o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato derrotado. É apurada suspeita de lavagem de dinheiro. Willer teve o celular apreendido na Operação Sem Desconto, que trata de fraudes relacionadas ao INSS, e a análise do conteúdo do aparelho revelou movimentações financeiras suspeitas.
Nesta quarta, Flávio se disse “presidente eleito” do Brasil, segundo carta golpista divulgada por seus aliados e atribuída ao candidato derrotado nas urnas. No documento, o senador afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF e agradecer a Trump e Milei pela acolhida durante a fuga do Brasil.
Com informações da Notícias ao Minuto







