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Eduardo diz que Flávio deve deixar o Brasil se perder e contesta urnas

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Foto: Reprodução/YouTube

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, durante entrevista a um podcast nos Estados Unidos nesta sexta-feira (23), que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), deveria deixar o Brasil caso perca a eleição presidencial de domingo (25). Ao ser questionado sobre o que a família faria diante de uma eventual derrota, Eduardo respondeu, em tom de brincadeira, que seria necessário “mandar os fuzileiros navais”. Na sequência, porém, defendeu seriamente a saída do irmão do país.

A declaração foi feita no programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder. Durante a conversa, Eduardo também questionou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e afirmou que não há garantias de que os votos sejam contabilizados corretamente.

Eduardo questiona sistema eleitoral brasileiro

Entre os argumentos citados, o ex-deputado, que perdeu o mandato no ano passado por excesso de faltas às sessões da Câmara, criticou a ausência de cédulas de papel e de uma contagem pública manual dos votos. “O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos e você precisa confiar na máquina”, afirmou.

Ao ser questionado pelo apresentador sobre como garantir que o processo eleitoral brasileiro é justo e que os votos serão contabilizados corretamente, Eduardo respondeu que não haveria garantias.

“Nós usamos um sistema eletrônico totalmente centralizado. O que significa que você precisa confiar nos 20 burocratas que contam os votos em Brasília. E, no fim do dia, você precisa esperar eles dizerem quem é o ganhador”, declarou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que nunca houve comprovação de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras.

Ex-deputado diz que Lulinha seria preso se voltasse para o Brasil

Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também falou sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-deputado associou o nome dele ao escândalo de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“O filho do presidente está na Espanha e não pode voltar para o Brasil porque está com medo de ser preso, porque está envolvido em um escândalo que roubou mais de US$ 1 bilhão de aposentados. E esse é só um dos esquemas”, afirmou Eduardo.

A informação, no entanto, está equivocada. Lulinha não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos em benefícios previdenciários, mas sim em inquéritos que investigam tráfico de influência no Governo Federal.

Saída de Flávio do Brasil em caso de derrota

Questionado sobre o que a família faria caso Flávio Bolsonaro perdesse a disputa presidencial, Eduardo respondeu inicialmente, aos risos: “Mandar os fuzileiros navais”.

Após a resposta, o apresentador Steven Crowder comentou sobre a possibilidade de uma reação política à ideia. Em seguida, Eduardo explicou que considera a saída do irmão do país uma alternativa diante de uma eventual derrota eleitoral. O ex-deputado afirmou que Flávio poderia ficar sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”, declarou.

Com informações do ac24horas

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