Vinte cachorros sofrem maus-tratos em residência fechada na capital

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A presidente da Associação Patinha Carente, a advogada Vanessa Facundes, cobrou o resgate imediato de cerca de 20 animais que permanecem confinados em uma residência fechada, sem alimentação e sem água. Segundo ela, os animais se alimentam uns dos outros, e um cachorro foi morto pelos demais.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Vanessa afirmou que a polícia acompanha o caso, mas ainda não participou da retirada dos animais. Ela relatou que fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMEIA) estiveram no local e ficaram de retornar no dia seguinte para verificar as providências, mas que, até agora, a situação não mudou. De acordo com a publicação, as denúncias sobre o endereço ocorrem há mais de 10 anos, e os animais continuam a se reproduzir em condições caóticas.

A advogada declarou que a SEMEIA é o órgão competente para atuar em casos de maus-tratos e que recebe diariamente mensagens de pessoas que não sabem a quem recorrer. “Até quando esses animais vão ficar assim?”, questionou.

Vanessa também citou a lei de posse e guarda responsável de 2016, segundo a qual animais feridos ou retirados de situações de maus-tratos devem ser encaminhados ao departamento de zoonoses para receber cuidados veterinários. “Isso não é eu que estou falando para vocês. Isso é o que a lei diz, eu estou reproduzindo o que a lei diz, que não é colocada em prática”, afirmou.

Para a presidente da ONG, não basta aprovar novas normas sobre a causa animal sem que as já existentes sejam aplicadas. “Os políticos, não adianta ficarem criando leis sobre a causa animal e não colocarem as que já existem para serem eficazes na prática”, disse.

Ela cobrou uma posição pública do órgão municipal. “Eu quero saber o que a SEMEIA vai fazer agora, vai levar esses animais para onde”, declarou. Na condição de presidente da Patinha Carente, Vanessa manifestou repúdio à situação e à demora na solução do caso. Ela informou que a associação pode se reunir para ajudar no atendimento dos animais mais feridos e acompanhar os resgates, que, segundo ela, precisam ser feitos com urgência.

Na publicação, a protetora divulgou os canais para denúncias de maus-tratos. A SEMEIA pode ser acionada pelo telefone (68) 3212-7466, e a Polícia Militar, pelo 190.

Com informações do ac24horas

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