Uma mulher identificada como Esther Pestana Cabral foi presa na terça-feira (20), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, suspeita de matar o companheiro, Edmilson Batista Vila Verde. Segundo a Polícia Civil, ela confessou ter envenenado a vítima e, posteriormente, decapitado e esquartejado o corpo.
O assassinato teria ocorrido na sexta-feira (16), no bairro de Austin. O caso começou a ser investigado depois que o filho da vítima encontrou parte do corpo do pai dentro da residência da família e acionou a Polícia Militar.
Os policiais militares foram até o endereço e, após constatarem a situação, solicitaram a presença de agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Durante as buscas, os investigadores localizaram o tronco de Edmilson dentro do imóvel. A cabeça e os membros da vítima foram encontrados posteriormente no carro dele, estacionado em uma rua a aproximadamente 500 metros da residência.
Nota fiscal ajudou a polícia a identificar a suspeita
Uma das principais pistas encontradas pelos investigadores foi uma nota fiscal referente à compra de luvas que, segundo a Polícia Civil, teriam sido utilizadas para decapitar e esquartejar a vítima.
O documento permitiu identificar a farmácia onde o material havia sido adquirido. Os agentes foram até o estabelecimento e descobriram que a compra havia sido realizada por Esther.
Enquanto uma equipe investigava a origem das luvas, outros policiais realizavam buscas para localizar as partes do corpo que ainda não haviam sido encontradas.
Esther foi conduzida à delegacia, juntamente com outras testemunhas, para prestar depoimento.
Inicialmente, a mulher negou participação no assassinato e apresentou uma versão dos acontecimentos que, segundo os investigadores, não correspondia às evidências reunidas.
No entanto, após ser confrontada com as informações obtidas durante as diligências, ela acabou confessando o crime, de acordo com a Polícia Civil.
Mulher foi presa por ocultação de cadáver
Esther foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Como o homicídio ocorreu em 16 de outubro, quatro dias antes da prisão, os investigadores também solicitaram à Justiça a decretação de sua prisão temporária por homicídio qualificado.
Até a última atualização divulgada pelas autoridades, o pedido ainda estava sob análise judicial.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense segue responsável pela investigação. A motivação do assassinato ainda não havia sido esclarecida, e a polícia não divulgou detalhes sobre a substância que teria sido utilizada para envenenar Edmilson.
Com informações da Notícias ao Minuto








