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Acre deve receber sistema de baterias no 1° leilão de transmissão de energia de 2027

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O Acre está entre os estados que poderão receber novas tecnologias para reforçar a segurança do sistema elétrico brasileiro. O primeiro Leilão de Transmissão de 2027 prevê a implantação de um sistema de armazenamento de energia por baterias na Subestação Cruzeiro do Sul, no interior do estado. As informações foram publicadas pelo portal ISTOÉ Dinheiro.

O projeto está previsto no Lote 5 e contempla baterias com potência de 100 megawatts (MW) e capacidade de armazenamento de 200 megawatts-hora (MWh). A tecnologia utiliza o sistema grid-forming, que permite às baterias contribuir para a estabilidade e o funcionamento da rede elétrica.

A proposta é considerada uma inovação no modelo de contratação do setor. Pela primeira vez, um sistema de armazenamento de energia deverá ser disputado como um lote de concessão de transmissão, ampliando as possibilidades de uso dessa tecnologia na infraestrutura elétrica do país.

O contrato previsto para o lote de baterias terá duração de 18 anos, enquanto os empreendimentos convencionais de transmissão terão concessões de 30 anos. A diferença considera a vida útil dos equipamentos e a degradação natural das baterias ao longo do tempo.

Embora a contratação represente uma novidade nesse formato, o Brasil já possui sistemas de armazenamento em operação. Desde 2023, a Subestação Registro, em São Paulo, conta com baterias de 30 MW de potência e 60 MWh de capacidade, remuneradas por meio da Receita Anual Permitida (RAP).

Leilão também pode incluir tecnologia inédita

Além do projeto previsto para Cruzeiro do Sul, o leilão poderá trazer outra inovação para o setor elétrico. O Lote 11, relacionado à interligação entre Brasil e Bolívia, prevê uma estação conversora back-to-back com tecnologia VSC. A inclusão dependerá da confirmação da proposta no edital definitivo.

Caso seja mantida, essa será a primeira aplicação da tecnologia VSC no Sistema Interligado Nacional (SIN). Atualmente, os grandes sistemas de transmissão de energia em corrente contínua no Brasil utilizam principalmente a tecnologia LCC, empregada no transporte de grandes volumes de eletricidade a longas distâncias.

A tecnologia LCC, porém, depende das condições da rede de corrente alternada e pode apresentar falhas de comutação em determinadas situações. O risco exige atenção especialmente em sistemas com várias estações receptoras concentradas em uma mesma região, como ocorre no Sudeste, onde uma perturbação pode afetar mais de um elo de transmissão.

Já a tecnologia VSC oferece maior flexibilidade no controle da potência e da tensão, além de não estar sujeita ao mesmo tipo de falha de comutação. Por essas características, pode apresentar vantagens em redes com menor robustez elétrica.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também recomendou o uso da tecnologia VSC como solução de referência para o projeto Bipolo Nordeste II, planejado para transportar cerca de 3 gigawatts (GW) de energia entre as regiões Nordeste e Sudeste.

Com informações do ac24horas

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