UFPA está entre universidades federais alvo de ameaças; MEC aciona Polícia Federal

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O Ministério da Educação (MEC) acionou a Polícia Federal (PF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar ameaças de violência, intimidação e ataques ao patrimônio público contra pelo menos dez instituições federais de ensino superior, entre elas a Universidade Federal do Pará (UFPA).

Segundo informações encaminhadas pelo ministério às autoridades, as ameaças circulam principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens. O conteúdo inclui promessas de agressões contra estudantes durante manifestações políticas, ameaças de novos incêndios e até a divulgação de símbolos nazistas.

A situação ganhou maior gravidade após três incêndios serem registrados em menos de uma semana em um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos alvos das ameaças. Os episódios reforçaram a preocupação com a segurança das comunidades acadêmicas e a preservação do patrimônio público.

O MEC alertou que o acirramento do período eleitoral amplia a preocupação com esse tipo de ocorrência. Para o ministério, as intimidações representam uma tentativa de restringir o debate democrático e perturbar a ordem pública nos campi universitários.

UFPA integra lista de instituições ameaçadas

Além da Universidade Federal do Pará, outras nove instituições foram mencionadas nos documentos encaminhados às autoridades:

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);

Universidade Federal Fluminense (UFF);

Universidade de Brasília (UnB);

Universidade Federal de Alagoas (UFAL);

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);

Universidade Federal de Jataí (UFJ);

Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA);

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);

Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

A Polícia Federal deverá apurar a autoria e a materialidade dos possíveis crimes. Já a AGU prestará suporte jurídico e avaliará as medidas cabíveis para proteger estudantes, professores, servidores e o patrimônio das instituições.

Comunidade acadêmica deve comunicar ameaças

Estudantes, docentes e servidores que receberem mensagens suspeitas ou identificarem publicações ameaçadoras devem preservar as evidências, incluindo capturas de tela, links, datas e horários.

A orientação é não compartilhar o conteúdo em grupos de mensagens, evitando ampliar a circulação das ameaças e provocar pânico. Os casos devem ser comunicados à coordenação do curso, à direção da unidade acadêmica ou à equipe de segurança institucional.

Em situações de risco iminente ou de ocorrência policial, a recomendação é acionar diretamente as autoridades pelo telefone 190.

Fonte: Agência Brasil

Com informações do ac24horas

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