Segundo a OMS, a rapidez na identificação de novos riscos pode ajudar a conter surtos — Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
Uma notícia sobre uma doença desconhecida pode levar tempo para ser reconhecida como o primeiro sinal de uma nova epidemia. Para tentar encurtar esse intervalo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta: até 2031, os países deverão ser capazes de detectar e avaliar ameaças à saúde em até 24 horas após o surgimento.
A iniciativa foi anunciada na segunda-feira (12) pelo Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias da organização. Entre as estratégias previstas está o uso de inteligência artificial (IA) para analisar milhares de fontes públicas em tempo real e identificar indícios de possíveis ameaças sanitárias.
Segundo a OMS, a rapidez na identificação de novos riscos pode ajudar a conter surtos antes que se transformem em epidemias de maior proporção ou se espalhem para outros países.
Como a inteligência artificial será usada?
Uma das prioridades é utilizar ferramentas de IA para monitorar diariamente informações disponíveis em fontes públicas. A tecnologia poderá ajudar a identificar sinais que indiquem o surgimento de uma ameaça à saúde, permitindo que autoridades investiguem os casos com mais rapidez.
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A estratégia também prevê o fortalecimento do sequenciamento genômico e da bioinformática, áreas que ajudam a identificar e compreender patógenos emergentes. Esses recursos podem contribuir para acelerar o desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas.
Outras medidas previstas até 2031
Além do uso da inteligência artificial, o plano da OMS inclui outras iniciativas para melhorar a preparação internacional diante de possíveis pandemias:
- Rede de especialistas: conectar mais de 2 mil profissionais de modelagem e ciência de dados, que poderão ser mobilizados rapidamente diante de novas ameaças;
- Vigilância colaborativa: ampliar uma iniciativa que, segundo a organização, está sendo implementada em mais de 83 países;
- Compartilhamento de dados: desenvolver sistemas digitais seguros para facilitar a troca de informações entre países e parceiros;
- Capacidade laboratorial: fortalecer o sequenciamento genômico e a bioinformática para compreender agentes infecciosos emergentes.
Centro foi criado após a pandemia de Covid-19
O Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias foi criado em 2021, com apoio da Alemanha, em resposta aos desafios e às lacunas de informação evidenciados durante a pandemia de Covid-19.
Desde então, a iniciativa trabalhou com 160 Estados-membros da OMS. O objetivo é aprimorar a identificação de novas ameaças epidêmicas, ampliar a capacidade de sequenciar e identificar patógenos e apoiar respostas rápidas para proteger a população.
Com informações da ContilNet







