Especialistas recomendam limitar o tempo de exposição às telas durante a infância e priorizar atividades presenciais /Foto: Reprodução
Celulares, tablets e televisões fazem parte da rotina de muitas famílias, mas o uso excessivo desses dispositivos durante a infância preocupa especialistas pelos possíveis impactos no sono, na aprendizagem e no desenvolvimento infantil.
A pediatra Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Saúde na Era Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), defende a redução do tempo de exposição às telas. Em conteúdo publicado pela entidade, a especialista resume a orientação: “quanto menos ‘tempo de tela’, melhor!”.
Segundo a SBP, crianças menores de dois anos não devem ser expostas às telas. Para aquelas entre dois e cinco anos, a recomendação é limitar o uso a, no máximo, uma hora por dia, sempre com acompanhamento de um adulto. Para crianças de seis a dez anos, a orientação é de até duas horas diárias.
A preocupação não se restringe à quantidade de horas diante dos dispositivos. Evelyn também chama atenção para os motivos que levam crianças e adolescentes a buscar o ambiente digital, como a necessidade de atenção, a frustração e a falta de atividades estimulantes na rotina.
Outro ponto é a influência das telas sobre os hábitos cotidianos. A SBP recomenda evitar o uso de dispositivos durante as refeições e interromper a exposição de uma a duas horas antes de dormir. A entidade também orienta que os responsáveis acompanhem os conteúdos acessados e incentivem atividades físicas, brincadeiras e convivência presencial.
Em entrevista à BBC Brasil reproduzida no site da SBP, Evelyn Eisenstein propôs uma mudança na forma de avaliar a relação das crianças com a tecnologia. Em vez de perguntar apenas quanto tempo elas passam conectadas, a especialista sugeriu observar quanto tempo permanecem desconectadas para dormir, comer e realizar outras atividades diárias.
O desafio para as famílias é estabelecer limites compatíveis com a idade e a rotina de cada criança, sem permitir que os dispositivos substituam o sono, o movimento, as brincadeiras e a interação com outras pessoas.
Com informações da ContilNet







