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Ataques atingem aeroportos na Arábia Saudita e elevam tensão no Oriente Médio

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Ataques atingem aeroportos na Arábia Saudita e elevam tensão no Oriente Médio

Presidente norte-americano Donald Trump classificou ação de inaceitável e sinalizou apoio à Arábia Saudita/ Foto: Reprodução

O grupo rebelde Houthi, sediado no Iêmen, assumiu a autoria de uma série de ataques contra infraestruturas aeroportuárias na Arábia Saudita ocorridos neste domingo (11). As ofensivas atingiram o aeroporto da cidade de Dammam, na Província Oriental do país, e o Aeroporto Internacional Rei Khalid, situado na capital, Riade.

Segundo nota divulgada pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA), equipes de peritos foram deslocadas para o aeroporto de Dammam para avaliar a extensão dos danos materiais.

Paralelamente, em Riade, a queda de um projétil atingiu um dos terminais de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid, provocando um incêndio na estrutura. Foi o quarto ataque registrado contra o terminal da capital saudita no intervalo de cinco dias. As operações de voo em ambos os aeroportos — distantes cerca de 400 quilômetros entre si — foram suspensas por medida de segurança.

A nova investida ocorre 24 horas após um bombardeio na mesma região aeroportuária de Riade deixar 13 mortos e mais de 300 feridos. De acordo com boletim das autoridades locais, entre os mortos estão quatro cidadãos sauditas, dois bengaleses, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino, um sudanês e um indiano.

A sequência de investidas do grupo rebelde apoiado pelo Irã elevou a tensão geopolítica na região e motivou pronunciamento do governo dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou os ataques como “terríveis” e “inaceitáveis”.

Em declaração a jornalistas no sábado (10), o republicano afirmou que conversaria por telefone com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e indicou que os Estados Unidos podem avaliar a participação direta em operações militares da coalizão liderada por Riade para conter os rebeldes.

O grupo Houthi controla porções expressivas do território iemenita desde a crise política de 2011. A partir de 2015, a Arábia Saudita assumiu a liderança de uma aliança militar multinacional com o objetivo de frear o avanço dos rebeldes e reestruturar o governo central do país vizinho, desencadeando uma guerra civil prolongada.

Apesar de uma trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2022 ter reduzido temporariamente o volume dos combates diretos, as tratativas formais de paz não avançaram, resultando no recente recrudescimento das ações ofensivas transfronteiriças.

Com informações da ContilNet

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