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Quadrilha invade vinícola histórica e furta garrafas avaliadas em R$ 29 milhões

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Quadrilha invade vinícola histórica e furta garrafas avaliadas em R$ 29 milhões

Ladrões desativaram alarmes e usaram empilhadeiras do próprio armazém para carregar dois caminhões na Toscana/ Foto: Reprodução

Uma ação criminosa de grandes proporções atingiu uma das mais tradicionais vinícolas da Itália. Uma quadrilha invadiu as instalações da produtora familiar Marchesi Antinori, localizada na região da Toscana, e furtou cerca de 30 mil garrafas de vinho de alto valor comercial no início deste mês.

Segundo informações apuradas pela rede americana CBS News, os criminosos desativaram o sistema de alarmes do armazém e utilizaram as próprias empilhadeiras do complexo para carregar o carregamento em dois caminhões de grande porte.

A direção da vinícola estima um prejuízo financeiro de US$ 5,8 milhões (aproximadamente R$ 29 milhões na cotação atual). Em entrevista sobre o caso, o presidente-executivo (CEO) da Marchesi Antinori, Renzo Cotarella, destacou o grau de especialização dos invasores.

“É certamente uma quadrilha muito bem treinada. Um roubo dessa magnitude de valor nunca aconteceu na Itália”, afirmou o executivo.

As garrafas armazenadas no local estavam preparadas para despacho de exportação, um procedimento logístico internacional que a empresa realiza apenas duas vezes por ano. A coincidência de datas leva os administradores e investigadores a não descartarem a hipótese de vazamento de dados internos sobre o cronograma de saídas.

Entre os rótulos levados pelo grupo estão exemplares das marcas Guado al Tasso, Solaia e Tignanello — este último com garrafas que chegam a ser cotadas em até R$ 7 mil no mercado especializado de bebidas.

“Não estávamos preparados para algo assim. Temos seguro, mas infelizmente ele só cobrirá um décimo do valor”, declarou Cotarella.

A Polícia Militar de Cortona assumiu a condução do inquérito policial. Os agentes analisam imagens de rotas de tráfego na região e buscam rastrear o destino da carga roubada para evitar o repasse dos vinhos no mercado clandestino europeu.

Com informações da ContilNet

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