William Thompson matou Sally Ivester em 1976 — Foto: Reprodução/Florida Department of Corrections; Reprodução/Find a Grave
Um homem de 74 anos que está no corredor da morte desde 1976 teve a execução suspensa na Flórida, nos Estados Unidos. O governador Ron DeSantis revogou, na quinta-feira (8), a ordem que previa a aplicação da pena capital contra William Thompson, cinco dias antes da data marcada para a execução.
Thompson foi condenado pelo assassinato de Sally Ivester, de 23 anos, ocorrido em 30 de março de 1976, em um hotel de North Miami Beach. O crime envolveu sequestro, tortura e agressões. Na época, a polícia classificou o caso como o “assassinato mais cruel” de Miami-Dade.
DeSantis não informou o motivo da revogação no documento encaminhado ao diretor da Penitenciária Estadual da Flórida, Randall Polk. A decisão, no entanto, ocorreu em meio a relatos de que o condenado sofre de demência. A suspensão é considerada rara nos Estados Unidos.
Thompson havia recebido a ordem de execução em 11 de setembro. Ao longo de quase cinco décadas, sua situação judicial passou por anulações de sentença, novos julgamentos e recursos que adiaram a aplicação da pena.
Crime ocorreu em 1976
Segundo o relato do caso, Thompson e Rocco James Surace sequestraram, torturaram, agrediram e mataram Sally Ivester depois que ela teria fornecido um resgate considerado insuficiente.
Surace também foi condenado pelo crime, mas escapou da pena de morte após Thompson assumir toda a responsabilidade. Ele recebeu uma pena acumulada de 203 anos de prisão por homicídio, agressão sexual e cárcere privado. Surace morreu na prisão em 14 de novembro de 1993.
Condenação passou por mudanças na Justiça
Thompson confessou o crime em 1976 e recebeu sua primeira sentença de morte. No ano seguinte, a Suprema Corte da Flórida anulou a condenação e permitiu que ele retirasse a confissão para ser submetido a um novo julgamento.
Em 1978, ele voltou a confessar formalmente os crimes e recebeu uma segunda sentença de morte. Em 1987, a pena foi anulada novamente após novos recursos. Dois anos depois, um terceiro júri restabeleceu a condenação à morte, e Thompson retornou ao corredor da morte.
Desde então, a aplicação da pena capital foi adiada em meio à longa disputa judicial. A ordem assinada por DeSantis em setembro previa a execução para outubro de 2026, mas foi revogada na véspera da data marcada.
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Com informações da ContilNet







