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Após 14 dias, a bebê que teria sido raptada pelo próprio tio continua desaparecida no município de Manoel Urbano, no interior do Acre. O caso aconteceu no dia 24 de setembro, no ramal do Polo, localizado na zona rural da cidade.
Segundo as informações apuradas durante a investigação, o tio da criança é apontado como principal suspeito de envolvimento no desaparecimento. A mãe da bebê também foi presa no decorrer das investigações.
Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram uma força-tarefa durante cinco dias de buscas na região. As equipes fizeram uma varredura em diferentes pontos indicados, mas nenhum vestígio da criança foi encontrado.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que tenta esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e descobrir o que aconteceu com a bebê. Até o momento, porém, não foram divulgadas informações concretas que apontem o paradeiro da criança.
O caso completa duas semanas nesta quarta-feira (7), e familiares continuam aguardando respostas. A ausência de informações sobre o destino da bebê mantém o caso como um dos mais misteriosos registrados recentemente na região.
O desaparecimento
A bebê estava na região do Ramal Pedro Machado, na zona rural do município, quando desapareceu. Segundo a investigação, a mãe havia deixado a criança na casa acompanhada do tio.
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O homem teria levado a bebê durante a noite, e segundo informações preliminares, ele estaria sob efeito de drogas no momento em que saiu com a criança.
Tio foi preso
O tio da bebê foi preso em flagrante após retirar a criança da residência | Foto: Ascom
O tio da bebê foi localizado e preso em flagrante na manhã do sábado (25), e desde então, ele passou a ser um dos principais alvos das investigações.
Apesar de ter sido localizado, o homem não conseguiu informar com precisão o caminho que teria percorrido com a criança. Por isso, as equipes passaram a trabalhar com um sistema de eliminação, concentrando os esforços nos pontos que ainda não foram descartados.
Segundo o Corpo de Bombeiros, vários locais indicados a partir das informações obtidas durante a investigação já foram verificados.
Roupas foram encontradas
Durante as buscas, os policiais e bombeiros localizaram peças de roupa em uma área de mata que podem pertencer à bebê.
Até o momento, porém, não existe confirmação de que as roupas sejam realmente da criança. Os objetos encontrados fazem parte dos vestígios analisados pelas equipes durante a operação.
Mãe também foi presa
A mãe da bebê foi presa no domingo (27), no bairro São Francisco, na região do Ramal da Alegria, após a Justiça expedir um mandado de prisão relacionado ao caso.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão faz parte das diligências destinadas a esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e obter novas informações que possam ajudar a localizar a criança.
O delegado Pedro Paulo Buzolin informou que a mulher já possuía passagens pela polícia e relatou que ela também teria histórico de consumo frequente de álcool. Os detalhes dos crimes relacionados às passagens anteriores não foram divulgados.
Pai não é investigado
Durante a coletiva realizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o delegado Pedro Paulo Buzolin também foi questionado sobre uma possível participação do pai da criança.
Segundo ele, o pai não é alvo da investigação neste momento e não existe, atualmente, uma linha investigativa que aponte para a participação dele no desaparecimento.
Áreas de mata concentram buscas
Uma força-tarefa formada pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar e população foi feita | Foto: Reprodução
Com o avanço da operação, os trabalhos passaram a se concentrar principalmente em regiões de mata fechada e de difícil acesso, incluindo áreas próximas a igarapés.
As equipes utilizam drones para fazer buscas aéreas e dois binômios, formados por cães especializados e seus condutores, na tentativa de encontrar vestígios da criança.
Os pontos de procura foram georreferenciados a partir de informações reunidas durante a investigação e de relatos de pessoas que afirmaram ter visto o tio caminhando com a bebê no dia do desaparecimento, segundo o secretário de Segurança Pública, Américo Gaia.
Conteúdo Original / Fonte: Ricardo Amaral, ContilNet
Com informações da ContilNet







