Craig Hamilton-Parker, o ‘Profeta do Fim do Mundo’ — Foto: Youtube/Craig Hamilton-Parker
Uma previsão feita pelo psíquico britânico Craig Hamilton-Parker, conhecido como “Profeta do Fim do Mundo”, voltou a chamar atenção após a morte de uma pesquisadora na Rússia por peste bubônica. Dias antes do caso, ele havia publicado um vídeo em que falava sobre a possibilidade de um novo surto de uma doença biológica que poderia afetar o peito e os pulmões.
A pesquisadora Darya Shipilova, do Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk, na Sibéria, morreu vítima da doença. Após o caso, cerca de 200 pessoas que teriam tido contato com ela passaram a ser monitoradas, e uma quarentena foi decretada na região.
Autoridades russas, no entanto, negam até o momento qualquer relação entre a morte da pesquisadora e seu trabalho no centro de pesquisa. Segundo o Daily Star, Shipilova teria quebrado acidentalmente um tubo de testes que continha a bactéria Yersinia pestis, causadora da peste bubônica.
Previsão foi publicada dias antes
Em um vídeo publicado em 1º de outubro, Hamilton-Parker afirmou que um novo surto poderia atingir principalmente o peito e os pulmões. O conteúdo fazia parte de uma gravação publicada originalmente em 24 de setembro, na qual o psíquico falava sobre uma possível “outra futura pandemia”.
Segundo ele, dois monges tibetanos teriam aparecido de surpresa em sua casa e contado que o próximo surto seria diferente de outros já registrados.
“Seria mais como um tipo de doença biológica, muito mais difícil de controlar. Esta é muito mais perigosa, porque pode se espalhar muito mais rapidamente”, afirmou.
Hamilton-Parker também disse que os monges teriam conhecimento de uma possível cura para a doença, supostamente escondida em textos antigos. Ele afirmou ainda que ferramentas de inteligência artificial poderiam ter papel importante no combate a uma eventual pandemia.
O psíquico ganhou notoriedade por alegar ter antecipado acontecimentos como a pandemia de Covid-19 e a morte da rainha Elizabeth II. Essas previsões, porém, são apresentadas por ele e por seus seguidores como acertos, sem comprovação científica de capacidade preditiva.
Caso na Sibéria lembra início da pandemia
A morte da pesquisadora e a quarentena na região de Irkutsk provocaram comparações com o início da pandemia de Covid-19, especialmente pelo isolamento de pessoas que tiveram contato com um caso da doença.
O influente canal russo Nezygar afirmou que a situação em Shelekhov, onde a quarentena foi decretada por causa da peste, lembrava o início da crise sanitária em Wuhan, na China.
O governador da região, Igor Kobzev, evitou especificar publicamente qual era a doença e a classificou apenas como uma “doença infecciosa perigosa”. Também determinou o cancelamento de eventos públicos na região.
Apesar das comparações, o episódio envolve um caso de peste bubônica, uma doença bacteriana conhecida e tratável, e não há indicação, nas informações apresentadas, de que a situação tenha evoluído para uma nova pandemia.
Conteúdo Original / Fonte: Extra
Com informações da ContilNet







